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Qual é a medida do seu sucesso?

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"Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar Cristo. Quero conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte para, de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos.  Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus. Todos nós que alcançamos a maturidade devemos ver as coisas dessa forma, e, se em algum aspecto, vocês pensam de modo diferente, isso também Deus esclarecerá. Tão somente vivamos de acordo com o que já alcançamos." (Filipenses 3.8; 10-16)

Já se perguntou o que realmente importará no final de sua vida? Paulo, em sua carta aos Filipenses, nos desafia a repensar nossas prioridades.

Do pouco que já vivi, consigo perceber que, no futuro, dificilmente me orgulharei de coisas que me esforcei tanto para fazer ou conseguir.

No futuro, é improvável que eu me orgulhe daquele relatório que passei noites em claro para entregar, o retiro da igreja que organizei por meses, ou o carro novo que tanto economizei para comprar.

Essas coisas podem ter sido indicadores de sucesso em algum momento do presente, mas não permanecem ao longo do tempo.

Paulo entendeu a efemeridade destas coisas e disse que considerava tudo como perda perante a grandeza do conhecimento de Cristo e do Seu poder.

Ele almejava prosseguir cada dia mais fundo na relação e intimidade com o Senhor, se necessário, pagando o preço do sofrimento para viver a plenitude de Deus para a sua vida.

Buscar essa realidade custa! Custa deixar para trás a mentalidade e forma de ver este mundo que nos aprisiona à uma materialidade passageira e olhar para frente, seguir para o alvo, para o prêmio maior e celestial que está em Jesus! 

Viver essa realidade exige maturidade,  um esclarecimento que só o próprio Deus pode dar, a libertação da semente sufocada pelos espinhos que só o agir sobrenatural do Espírito pode trazer.

Dar luz à essa realidade nos traz esperança de que: 

"Pelo poder que o capacita a colocar todas as coisas debaixo do seu domínio, ele [Jesus] transformará os nossos corpos humilhados, tornando-os semelhantes ao seu corpo glorioso." (Filipenses 3.21)

E nos desafia a convidar todos a permanecer firmes no Senhor (vide Filipenses 4.1).

O que você considera como sua maior realização hoje? Como essa visão mudaria se você adotasse a perspectiva de Paulo?

Que o Senhor esclareça sua mente e coração para que você viva a plenitude do que Ele tem para sua vida.

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Não despreze o valor dos pequenos começos!

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 "Pois aqueles que desprezaram o dia das pequenas coisas terão grande alegria ao verem a pedra principal nas mãos de Zorobabel." (Zacarias 4.10) 

Como é difícil para o ser humano não desprezar as pequenas coisas! Para aqueles que já viveram muito tempo, estão acostumados com abundância ou tem muito conhecimento, esse é um comportamento especialmente tentador.

Facilmente nos esquecemos de como tudo começou nas nossas vidas e perdemos de vista como o Senhor pode fazer algo ganhar forma rapidamente.

Foi assim com o segundo templo de Israel: após o retorno do exílio e de algum tempo de inércia, a obra foi retomada. O avanço poderia parecer incipiente aos olhos de alguns, mas, em quatro ou cinco anos, as iniciativas tomaram forma e se consolidaram! 

Deus usou Zacarias para profetizar que, aqueles que não valorizaram o reinício da obra, celebrariam ao ver o milagre da conclusão do templo! E foi o que de fato aconteceu!

Dois pontos para nossa reflexão:

1. O que você está esperando para começar o que Deus colocou no seu coração ?
Não tenha vergonha de começar pequeno, mas confie no Senhor para dar o primeiro passo e ver tudo ganhar forma!

2. Não seja a voz que menospreza aqueles que estão tentando começar algo.
Pelo contrário: use a sua experiência para incentivar, os seus recursos para abençoar e sua inteligência para aconselhar, mas não seja a pá de cal que enterra o dia dos pequenos começos de alguém.

Não despreze os pequenos começos, mas creia em Deus para dar os primeiros passos e ver a ação sobrenatural do Senhor prosperar estes esforços!


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Toda missão tem uma oposição. Todo favor do Senhor tem um propósito!

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 Toda missão tem uma oposição

“Naquela época Tatenai, governador do território a oeste do Eufrates, Setar-Bozenai e seus companheiros foram perguntar a eles: "Quem os autorizou a reconstruir este templo e estes muros? E como se chamam os homens que estão construíndo este edifício?  (Esdras 5.3-4)

A missão de reconstruir o templo de Deus em Jerusalém após o retorno do exílio não foi concretizada sem que opositores se levantassem em busca de limitar o êxito daquela iniciativa.

As lideranças que viviam naquela região tentaram gerar empecilhos e impedir que aquela obra acontecesse. Tentaram intimidar e usar todos os artifícios possíveis para desanimar os israelitas que estavam empenhados em reconstruir o templo.

Não podemos esperar nada diferente na nossa vida, nas mais diversas situações. Toda missão de Deus vem acompanhada de oposição!

A realidade é que cumprir a vontade de Deus não será fácil e dificilmente nos levará a um mar de rosas! Nosso maior exemplo, Jesus, enfrentou muita oposição durante seu ministério terreno: desde perseguição dos líderes religiosos até a incredulidade daqueles que o conheciam desde pequeno.

Todo favor do Senhor tem um propósito!

Por outro lado, Deus concede o Seu favor para nos capacitar a cumprir os propósitos que Ele nos designa!

"Agora, então, Tatenai, governador do território a oeste do Eufrates, e Setar-Bozenai, e vocês, funcionários dessa província e amigos deles, mantenham-se afastados de lá. Não interfiram na obra que se faz nesse templo de Deus. Deixem o governador e os líderes dos judeus reconstruírem este templo de Deus em seu antigo local. Além disso, promulgo o seguinte decreto a respeito do que vocês farão por esses líderes dos judeus na construção deste templo de Deus: "As despesas destes homens serão integralmente pagas pela tesouraria do rei, do tributo recebido do território a oeste do Eufrates, para que a obra não pare. E o que for necessário: novilhos, carneiros, cordeiros para os holocaustos oferecidos ao Deus dos céus, e trigo, sal, vinho e azeite, conforme for solicitado pelos sacerdotes em Jerusalém, tudo deverá ser entregue diariamente a eles, sem falta, para que ofereçam sacrifícios agradáveis ao Deus dos céus e orem pelo bem-estar do rei e dos seus filhos. Além disso determino que, se alguém alterar este decreto, atravessem-lhe o corpo com uma viga tirada de sua casa e deixem-no empalado. E seja a casa dele transformada num monte de entulho. E que Deus, que fez o seu nome ali habitar, derrube qualquer rei ou povo que estender a mão para mudar este decreto ou para destruir esse templo de Jerusalém. "Eu, Dario, o decretei. Que seja plenamente executado" (Esdras 6.6-12)

Enquanto os opositores aguardavam um retorno com a determinação de que aquela obra deveria parar, Deus trabalhava para viabilizar uma resposta inesperada: a obra deveria continuar por ordem do rei e, mais do que isso, tudo aquilo que fosse necessário para que ela fosse concluída deveria ser provido imediatamente! 

Aqueles que haviam voltado a Jerusalém para reconstruir o templo viram o favor de Deus sendo estabelecido a favor deles, provendo toda sorte de recursos e autoridade para realizar a tarefa que lhes havia sido proposta. 

Sempre que estamos seguindo os propósitos do Senhor podemos confiar na Sua intervenção para direcionar, proteger e abençoar aquilo que pretendemos realizar.

Por isso:

- Se não estamos vendo oposição em situações cruciais, devemos nos perguntar: estamos cumprindo a missão de Deus ou as nossas próprias missões?

- Se não estamos vendo o favor de Deus adiante de nós, devemos nos perguntar: será que estou andando sobre aquilo para o qual o Senhor me designou?

Decisões guiadas pela voz de Deus

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 ‭"Os israelitas examinaram as provisões dos heveus, mas não consultaram o Senhor." (Josué 9.14) 

Quantas vezes baseamos a nossa decisão naquilo que os olhos veem e negligenciamos a voz do Senhor?

Foi isso que os israelitas fizeram após encontrar os gibeonitas. Ao verem aqueles homens com as roupas gastas e com os suprimentos endurecidos, assumiram que tudo que eles diziam era verdade: vinham de uma terra distante, para buscar aliança com Israel.

Considerando a materialidade de tudo que viram e o discurso convincente que ouviram, tomaram a decisão de fazer uma aliança com aquele povo, mas não fizeram menção de consultar o Senhor.

Bastaram 3 días para descobrirem que aquele povo estava mais próximo do que imaginavam e tinham sido enganados! Para honrar a palavra que deram àqueles homens, precisaram deixá-los viver em meio ao povo de Israel, fato que não agradava ao Senhor.

Precisamos lembrar que somos seres espirituais e que Deus está aberto a nos dirigir pelos caminhos que O agradam. Não precisamos nos precipitar, nem ter orgulho em querer tomar uma decisão por nós mesmos! 

Diante de decisões importantes, ore a Deus e busque ouvi-lo, aconselhando-se nos princípios da Sua Palavra. Permita que o Espírito Santo sonde o seu coração, trazendo à tona intenções ocultas e revelando o Seu querer para a sua vida.

As decisões que tomamos debaixo da orientação de Deus evitam males e nos aproximam de viver a plenitude dos sonhos que Ele tem para nós!

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O caminho do sobrenatural

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Muitas vezes, Deus nos desafia com situações que parecem impossíveis do ponto de vista humano. Nessas ocasiões, a dúvida pode preencher nossos corações, especialmente quando sabemos que o desafio vem do próprio Deus.

Tendemos a enfocar as limitações que impedem a realização do desafio. Este foi o caso em Números 11.18-22:

"Diga ao povo: Consagrem-se para amanhã, pois vocês comerão carne. O Senhor os ouviu quando se queixaram a ele, dizendo: ‘Ah, se tivéssemos carne para comer! Estávamos melhor no Egito! ’ Agora o Senhor lhes dará carne, e vocês a comerão. Vocês não comerão carne apenas um dia, ou dois, ou cinco, ou dez ou vinte, mas um mês inteiro, até que lhes saia carne pelo nariz e vocês tenham nojo dela, porque rejeitaram o Senhor, que está no meio de vocês, e se queixaram a ele, dizendo: ‘Por que saímos do Egito? ’ "Disse, porém, Moisés: "Aqui estou eu no meio de seiscentos mil homens de pé, e dizes: ‘Darei a eles carne para comerem durante um mês inteiro! ’ Será que haveria o suficiente para eles se todos os rebanhos fossem abatidos? Será que haveria o suficiente para eles se todos os peixes do mar fossem apanhados? "

Quando Moisés ouviu de Deus que o povo deveria se preparar para comer carne - não apenas uma vez, mas fartamente e por muito tempo - ele questionou como isso poderia acontecer. Afinal, eles estavam no deserto e a população era gigantesca!

Contudo, quando Deus se propõe a realizar algo, não precisamos nos preocupar com os meios. Ele é capaz de criar um caminho sobrenatural, mostrando-nos que as limitações são humanas e que Ele pode ir além de qualquer pensamento ou expectativa.

“O Senhor respondeu a Moisés: "Estará limitado o poder do Senhor? Agora você verá se a minha palavra se cumprirá ou não"…Depois disso, veio um vento da parte do Senhor que trouxe codornizes do mar e as fez cair por todo o acampamento, a uma altura de noventa centímetros, espalhando-as em todas as direções até num raio de uma caminhada de um dia. Durante todo aquele dia e aquela noite e durante todo o dia seguinte, o povo saiu e recolheu codornizes. Ninguém recolheu menos de dez barris. Então eles as estenderam para secar ao redor de todo o acampamento.” (Números 11.23;31-32)

No final, Deus cumpriu sua promessa trazendo codornizes do mar, fornecendo mais que o suficiente para todos. Este milagre serve como um lembrete do poder de Deus e de sua capacidade de realizar o que parece impossível!

Assim, se Deus compartilhou algum desafio contigo que parece irrealizável, confie Nele. Aja de acordo com Sua orientação e veja o milagre que Ele fará para Sua própria glória!

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Religiosidade versus Relacionamento: O Chamado de Jesus para um Fardo Leve

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"Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas..." (Mateus 23.13)

Todo religioso é um hipócrita em potencial.

Mas o que realmente significa ser religioso? É alguém que se apega a ritos, regras e cerimônias, confiando que essas ações lhe trarão redenção.

Os mestres da lei e os fariseus eram considerados religiosos. Eles valorizavam práticas que não eram valorizadas por Jesus.

Enquanto davam grande importância ao dízimo, negligenciavam a justiça, a misericórdia e a fidelidade.

Honravam o que estava sobre o altar e dentro do santuário, mas ignoravam o verdadeiro significado desses lugares.

Criavam longos filactérios para serem vistos pelos outros, mas seu interior continuava corrompido. Uma clara demonstração de hipocrisia.

Jesus nos convida a uma transformação que começa de dentro para fora. Ele nos torna criaturas novas, capacitadas a viver uma vida desvinculada do que éramos antes, pelo poder do Espírito Santo.

A vida que Jesus nos oferece não está limitada a ritos, lugares e cerimônias, mas é um convite para um relacionamento verdadeiro. Ele mesmo nos chama: "Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados..." (Mateus 11.28)

Não é um convite para mais peso, mas para um fardo leve!

Não se deixe enganar pela hipocrisia da religiosidade, mas abra-se para um relacionamento vivo com o Filho de Deus!

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Mesmo com medo e dúvida, siga caminhando!

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Quando pensamos rapidamente na história de Gideão, lembramos de um homem usado por Deus para livrar o povo de Israel dos midianitas; recordamos sua ousadia em derrubar o altar dedicado à Baal; também não há como esquecer de sua coragem, ao enfrentar o exército midianita com apenas 300 homens, após receber a direção do Senhor para liberar os medrosos e os soldados que bebiam água de uma maneira peculiar.

Ou seja, Gideão era um homem ousado, corajoso e determinado! Realmente, não podemos desconsiderar essas características, pois elas se manifestaram em sua vida, porém, ao ler calmamente os capítulos 6 e 7 de Juízes, percebemos que, por baixo da superfície, ele também foi um homem que enfrentou medo e dúvida de maneira constante.

A começar por seu chamado: o Anjo do Senhor aparece para encontrá-lo em Ofra e diz que ele será usado para livrar o povo de Israel. Parafraseando, Gideão responde assim: "Tem certeza?"

"O Senhor se voltou para ele e disse: "Com a força que você tem, vá libertar Israel das mãos de Midiã. Não sou eu quem o está enviando? " "Ah, Senhor", respondeu Gideão, "como posso libertar Israel? Meu clã é o menos importante de Manassés, e eu sou o menor da minha família". "

(Juízes 6.14-15)

Às vezes, acreditamos que, se Deus aparecesse, revelasse nosso propósito e nos desse orientação, nunca mais teríamos dúvidas ou medo...Mas a vida de Gideão nos mostra que as coisas não funcionam assim! Mesmo após encontrar o Anjo do Senhor, Gideão pede provas a Deus de que será usado para libertar Israel e, não contente com uma prova, pede logo duas! 

E Gideão disse a Deus: "Quero saber se vais libertar Israel por meu intermédio, como prometeste. Vê, colocarei uma porção de lã na eira. Se o orvalho molhar apenas a lã e todo o chão estiver seco, saberei que tu libertarás Israel por meu intermédio, como prometeste". E assim aconteceu. Gideão levantou-se logo cedo no dia seguinte, torceu a lã e encheu uma tigela de água do orvalho. Disse ainda Gideão a Deus: "Não se acenda a tua ira contra mim. Deixa-me fazer só mais um pedido. Permite-me fazer mais um teste com a lã. Desta vez faze ficar seca a lã e o chão coberto de orvalho". E Deus assim fez naquela noite. Somente a lã estava seca; o chão estava todo coberto de orvalho. 

(Juízes 6.36-40)

Em Juizes 7.10-11, o Senhor, sabendo do medo que ainda estava no coração de Gideão, o orienta a ir sondar o exército inimigo e diz que lá ele ouviria algo que o encheria de confiança:

"Se você está com medo de atacá-los, desça ao acampamento com o seu servo Pura e ouça o que estiverem dizendo. Depois disso você terá coragem para atacar".  

Ver essa camada de incerteza por baixo da ousadia e coragem de Gideão deve nos lembrar de que esses homens e mulheres da Bíblia eram de carne e osso, assim como nós!

Mas o que tranquiliza o nosso coração deve ser essa verdade: Deus não tem problemas em lidar com medo e dúvidas manifestas a Ele.

Assim como Ele foi zeloso em cuidar de Gideão e enchê-lo de confiança para cumprir seu chamado, Jesus foi cuidadoso com João Batista, quando este, após ter aplainado o caminho para o Messias, teve dúvidas se Jesus era realmente o que havia de vir (Mateus 11.2-6).

Jesus também mostrou sua compaixão com Tomé, que duvidou da ressurreição e disse que só acreditaria se visse Cristo com os próprios olhos. Pois, Jesus se revelou a ele, de tal modo que não sobrassem dúvidas em seu coração (João 20.24-28).

O que desagrada a Deus são o medo e a dúvida incubados, que não se manifestam e acabam paralisando a vida das pessoas. 

Eclesiastes 11.4 diz o seguinte:

"Quem observa o vento não plantará; e quem olha para as nuvens não colherá." 

O contexto à nossa volta pode encher nosso coração com medos e dúvidas, mas estes sentimentos não podem nos paralisar! Deus anseia um relacionamento sincero conosco, portanto não precisamos encenar para o Senhor uma fé ou confiança inexistentes. Precisamos colocar todas as nossas dúvidas e medos diante dEle, a fim de recebermos coragem e ousadia para seguir caminhando. 

Quando colocamos as nossas dúvidas e medos perante o Senhor, recebemos tudo o que precisamos para continuar plantando a próxima semente e seguir em frente rumo ao propósito dEle para as nossas vidas. Foi isso que aconteceu com João Batista, com Tomé e Gideão! E pode acontecer contigo também! 

Não tenha receio de apresentar a Deus suas dúvidas e medos, inclusive a respeito de quem Ele é e sobre a sua fé. Tenha certeza de que Ele será compassivo contigo e te encherá da coragem necessária para seguir caminhando!

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Não se esqueça da sua identidade em Deus!

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O livro de Daniel nos mostra a história de exilados judeus que são levados prisioneiros para uma outra nação, a Babilônia. 

Esse povo guerreiro havia conquistado Israel e parte do seu procedimento nessas situações era mapear os principais recursos e trazê-los para o seu reino. 

Parte disso eram as pessoas. Daniel, Hananias, Misael e Azarias eram jovens da nobreza judaica e notou-se que tinham capacidade de serem treinados para servir ao rei babilônico.

Para isso, era necessário que assimilassem o espírito da Babilônia. Isso passava por alterar a alimentação, aprender sobre uma nova cultura e até mesmo trocar os nomes.

Na cultura hebraica, os nomes eram elementos de altíssima importância e essa relevância pode ser observada por toda a Biblia. Os nomes carregavam um significado maior e, na maioria das vezes, de exaltação ao Senhor. 

O nome "Daniel" significa "Deus é meu juiz"; Hananias, "Deus foi gracioso comigo"; Misael quer dizer "quem é como Deus?"; Azarias é "Deus é minha força".

Nessa cultura, toda vez que essas pessoas eram chamadas, um aspecto da grandeza e soberania do seu Deus eram ressaltados. Era uma maneira de proclamar a glória do Senhor e o conhecimento do Seu poder.

Porém, ao chegarem na Babilônia, uma das primeiras medidas tomadas pelo povo local era alterar os nomes dos prisioneiros. Isso era uma simbologia de que agora eles estavam em outro contexto e seus novos nomes deveriam render adoração aos deuses dessa terra (vide Daniel 1.6).

Hoje, é certo que nossos nomes não são mais alterados, mas continuamos submetidos à mesma pressão do "espírito da Babilônia", que tenta nos levar a renunciar a nossa identidade em Deus e negar o propósito da nossa vida, que é levar glória a Ele.

Assim como Daniel e seus amigos, não podemos controlar as pressões sobre nossas vidas, mas podemos tomar a decisão de não nos contaminar com aquilo que o "espírito da Babilônia" coloca diante de nós.

Daniel 1.8 diz:

"Daniel, contudo, decidiu não se tornar impuro com a comida e com o vinho do rei..."

Daniel e seus amigos renunciaram aos manjares do rei, fugiram da idolatria e não se deixaram levar pelo brilho do poder para permanecerem fiéis ao Senhor. Fazendo essa escolha, viveram milagres e viram o poder de Deus manifestado através de suas vidas.

Não permita que as pressões externas do mundo esfriem sua fé, te façam renunciar ao chamado e enfraquecer o compromisso com o reino de Deus! Tome uma posição firme ao lado do Senhor e o Seu Espírito te fortalecerá para viver uma vida consagrada a Ele! 

Não se esqueça da sua identidade! Fuja do "espírito da Babilônia" e viva a plenitude de Deus para sua vida!

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A mirror of God's glory

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"Now the Lord is the Spirit; and where the Spirit of the Lord is, there is liberty. But we all, with unveiled face seeing the glory of the Lord as in a mirror, are transformed into the same image from glory to glory, even as from the Lord, the Spirit." (2 Corinthians 3.18)

Paul apostle, the author of many letters included in the Bible, was used by God to compare us with mirrors.

What is the main characteristic associated with this tool that could be applied in our lives? A mirror is an artifact used daily because helps us reflect an image.

God compared us with mirrors because He is looking for people that reflect his glory in their lives. He is looking for people available to their mission: testify about Christ all around the world.

In Christ, we could see many attitudes that glorify God and bring lives to the Holy Kingdom.

Where Christ walked, a crowd of people was touched by God’s power and saw inexplicable miracles. And Jesus proposed a new way: “Himself is the way, truth and life” (John 14.6). "All tired and oppressed could go to Him, and will be alleviated" (Matthew 11.28)

This is our challenge: be a person ready to reflect Jesus in this time, testifying about His message and being used to make great things in His name.

Comentários sobre 2 Reis 5

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A leitura de 2 Reis 5 comumente nos leva a analisar o milagre da cura pela perspectiva de Naamã, alto oficial sírio, cuja doença foi sarada após obedecer à ordem do profeta Eliseu.

Mas há outras lições interessantes a contemplar nesse texto tão conhecido:

Qual é a perspectiva do seu olhar quando o problema se apresenta?

"A carta que levou ao rei de Israel dizia: “Com esta carta estou te enviando meu oficial Naamã, para que o cures da lepra”. Assim que o rei de Israel leu a carta, rasgou as vestes e disse: “Por acaso sou Deus, capaz de conceder vida ou morte? Por que este homem me envia alguém para que eu o cure da lepra? Vejam como ele procura um motivo para se desentender comigo!” Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado suas vestes, mandou-lhe esta mensagem: “Por que rasgaste tuas vestes? Envia o homem a mim, e ele saberá que há profeta em Israel”. 
(2 Reis 5.6‭-‬8)

Ao receber o emissário e ouvir o pedido do rei da Síria, o rei de Israel entra em desespero. 

"Curar alguém da lepra? Quem poderia fazer algo assim?" O rei não estava de todo errado, pois, seguindo a perspectiva terrena, pouquíssima coisa poderia ser feita para enfrentar essa doença, ainda mais naquele tempo.

Muitas vezes, ao nos depararmos com um problema, fazemos como o rei de Israel: limitamos o nosso olhar à perspectiva terrena e não encaramos de acordo com a perspectiva espiritual. 

Entramos em desespero, em meio à incapacidade de responder naturalmente às necessidades. Assim aconteceu com o rei de Israel ao receber a solicitação do rei da Síria. E é verdade: talvez não tenhamos a solução para o problema, mas devemos sempre ter em mente em QUEM podemos encontrá-la.

O profeta Eliseu chamou o rei à essa realidade. Não era tempo de rasgar as vestes, mas sim de buscar direção e solução no Senhor. E, quem sabe, hoje, Deus não use esse texto para te lembrar que, diante dos problemas que você enfrenta, não é necessário desesperar-se! Antes, coloque os seus problemas diante de Deus e busque a intervenção sobrenatural dEle sobre a sua vida! 

Quando Deus te orienta o que fazer, você obedece ou questiona se aquela é mesmo a melhor opção?

"Então Naamã foi com seus cavalos e carros e parou à porta da casa de Eliseu. Eliseu enviou um mensageiro para lhe dizer: “Vá e lave-se sete vezes no rio Jordão; sua pele será restaurada e você ficará purificado”. Mas Naamã ficou indignado e saiu, dizendo: “Eu estava certo de que ele sairia para receber-me, invocaria em pé o nome do Senhor, o seu Deus, moveria a mão sobre o lugar afetado e me curaria da lepra. Não são os rios Abana e Farfar, em Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Será que não poderia lavar-me neles e ser purificado?” E foi embora dali furioso. Mas os seus servos lhe disseram: “Meu pai, se o profeta tivesse pedido alguma coisa difícil, o senhor não faria? Quanto mais quando ele apenas diz que se lave, e será purificado!” Assim ele desceu ao Jordão, mergulhou sete vezes conforme a ordem do homem de Deus e foi purificado; sua pele tornou-se como a de uma criança." (2 Reis 5.9‭-‬14) 

Quando ouvimos a direção divina, podemos desprezar o que nos é orientado. Achamos o conselho tão "mundano", a determinação tão simplória... 

Esperávamos um sinal miraculoso, antevíamos os céus abertos e algo acontecendo. Ou esperávamos receber uma resposta no meio da nossa oração e jejum, tendo a visão de um anjo...

Desprezamos o que Deus pode fazer em meio à simplicidade, como por exemplo, no meio de uma refeição através da palavra de algum parente de quem não gostamos...

Perceba que Naamã tinha a sua própria visão de como deveria acontecer o milagre e, por isso, quase perdeu a bênção! Teve sorte de ser sensível ao conselho dos servos para mudar sua posição em tempo! 

Por isso, hoje mude a sua posição! Afine seus ouvidos espirituais! Será que Deus já não está te aconselhando o que deve fazer e, por não ser do modo que você espera, a orientação dos céus está sendo ignorada? Busque discernimento para compreender a voz de Deus e, quando ouvi-la, não questione, mas obedeça!

Qual é a sua reação após ser abençoado?

"Então Naamã e toda a sua comitiva voltaram à casa do homem de Deus. Ao chegar diante do profeta, Naamã lhe disse: “Agora sei que não há Deus em nenhum outro lugar, senão em Israel. Por favor, aceita um presente do teu servo”. O profeta respondeu: “Juro pelo nome do Senhor, a quem sirvo, que nada aceitarei”. Embora Naamã insistisse, ele recusou. E disse Naamã: “Já que não aceitas o presente, ao menos permite que eu leve duas mulas carregadas de terra, pois teu servo nunca mais fará holocaustos e sacrifícios a nenhum outro deus senão ao Senhor. " (2 Reis 5.15‭-‬17)

Quando somos abençoados, é muito comum não sabermos reagir adequadamente: num gesto de orgulho, podemos tentar pagar pela benção; num gesto de ingratidão, nem voltamos para agradecer, a exemplo daqueles 9 leprosos curados por Jesus (vide Lucas 17.11-19).

Porém, a única forma de honrar a Deus após ser abençoado por Ele é adorá-lo, pois não há nenhum Senhor como Ele! 

As bençãos de Deus nos revelam Sua grandeza, poder e misericórdia e nos relembram quem somos e nossas limitações. Não podemos contar Seus benefícios em nosso favor e, reconhecendo isso, devemos render -lhe adoração e entregar a nossa vida! 

Após insistir por pagar pela benção, Naamã cai em si e se compromete a adorar o Senhor! Que esse seja o nosso compromisso de amor após sermos alcançados pelas bênçãos de Deus!

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Encontros marcados por Deus: impactos eternos e incontáveis

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Coisas maravilhosas acontecem quando pessoas que sinceramente buscam a vontade de Deus o ouvem e obedecem. 

Em Atos 10, isso significou a chegada do Evangelho aos gentios, após Cornelio ouvir ao Senhor e enviar servos para buscar Pedro; este, tendo uma estranha visão com animais impuros e ouvindo a ordem de Deus para acompanhar homens que não conhecia, decidiu obedecer, por mais surreal que fosse essa ordem.

O resultado desse encontro foi a salvação de uma família piedosa, derramamento do Espírito Santo e convencimento da igreja de que o Evangelho não era apenas para os judeus, mas para TODO o mundo.

Um pouco antes, em Atos 9, Paulo ouve a Jesus e literalmente cai do cavalo. Essa voz o leva ao arrependimento, reconhecimento do senhorio de Cristo e um período de três días em jejum, sem enxergar nada, numa experiência intensa com Deus. Havia chegado a hora de Paulo deixar de resistir e passar a obedecer.

Naquela mesma cidade, a experiência de Ananias não foi menos surpreendente: ele ouve a voz do Senhor pedindo que vá a uma determinada casa onde está um homem chamado Paulo. 

Rapidamente, Ananias reconhece que aquele homem era o outrora perseguidor dos cristãos. Mesmo assim, seu receio não permite que ele deixe de obedecer a uma ordem tão clara do Pai e, nesse encontro marcado por Deus, Ananías tem o privilégio de chamar Paulo de irmão e ser instrumento do Senhor para que o futuro apóstolo recuperasse a visão.

A partir desse encontro, Paulo inicia uma jornada de pregação intensa das Boas Novas e escreve cartas inspiradas pelo Pai, que nos edificam até hoje.

Portanto, se você sinceramente busca a vontade de Deus e ouvi-lo pedindo algo em favor de alguém, não deixe de obedecê-lo, pois coisas maravilhosas acontecem nesses encontros preparados por Deus.

Os impactos dessa obediência são incontáveis e tem poder para afetar a eternidade de muitas almas.

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Toda idolatria será condenada

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"Contudo, eles não lhe deram atenção, mas continuaram em suas antigas práticas. Mesmo quando esses povos adoravam o Senhor, também prestavam culto aos seus ídolos. Até hoje seus filhos e seus netos continuam a fazer o que os seus antepassados faziam."

(2 Reis 17.40‭-‬41)

Quem adora o Senhor e outro deus, engana a si mesmo. O Deus de Israel sempre deixou claro àqueles que o seguem que não há lugar para outros deuses em um mesmo trono.

Por crendice ou religiosidade, existem pessoas que tentam adorar a vários deuses, na tentativa de minimizar os seus riscos e satisfazer o seu coração idólatra. Às vezes, ensinam isso aos seus filhos e gerações são impactadas negativamente pela prática e ensino de vida de seus antepassados.

Vale lembrar também que um ídolo ou um deus não é apenas uma imagem ou estátua, mas por vezes é personificado pelos ícones mais vulgares aos quais destinamos devoção. 

O dinheiro, o time de futebol, o artista, nosso próprio prazer...Tudo isso ganha, por vezes,um espaço entronizado em nosso coração, que rouba nossa atenção do único Digno de ser adorado.

Toda idolatria será condenada. Assim como o povo de Israel perdeu tudo, inclusive sua terra, ao afastar-se do Senhor e se entregar a outros deuses, todo aquele que rende adoração a outros senhores perderá sua herança eterna em Cristo Jesus. 

O Senhor sempre disse que um coração dividido não era suficiente para cultivar um relacionamento verdadeiro com Ele. Só um coração realmente entregue e que O estabelece como único Rei pode viver aquilo que lhe agrada. Não há como servir a dois senhores, sejam eles quais forem (vide Mateus 6.24)

É hora de arrepender-se e afastar-se dos ídolos que nos distanciam do Senhor. Volte-se para o único Deus e dedique apenas a Ele o lugar de honra em sua vida.

O primeiro passo é se submeter a Jesus Cristo como Senhor e Salvador da sua vida! Saiba mais aqui.

Elias e o Encontro da Sinceridade

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Existem certos encontros com Deus que homens e mulheres na Bíblia tiveram e que precisamos ter em nossas vidas.

Outros textos:

Isaías e o Encontro da Sala do Trono

Moisés e o Encontro com a Glória de Deus
Jacó e o Encontro da Transformação

Esses encontros transformaram a vida destas pessoas e, se nós os tivermos, também seremos marcados e transformados. Não falo de imitações, pois Deus tem uma forma especial de fazer com cada um. Mas, Ele nos levará a um resultado parecido, para sermos transformados segundo o Seu caráter de acordo com Sua vontade e tempo.

Hoje, estudaremos o Encontro da Sinceridade

Base bíblica: I Reis 19

Elias estava cansado. O homem de Deus que enfrentou reis, profetas de Baal e levou o povo a reconhecer a soberania do Senhor havia sido ameaçado de morte por uma mulher perversa, Jezabel.

Apesar de ter visto e vivido milagres poderosos do Senhor, foi tomado de um medo intenso. Talvez nunca tenha temido algo como aquela mulher e suas ameaças.

Por isso, fugiu. Sem rumo, caminhou pelo deserto e sentou-se debaixo de um pé de giesta. O homem que Deus usara poderosamente para abrir os olhos de Israel, estava fragilizado física e espiritualmente.  Debaixo de tanta opressão, desejou a morte. 

Tão cansado, pegou no sono. Foi acordado por um anjo, se alimentou e voltou a dormir. Passado algum tempo, recebeu a visita do anjo do Senhor. Novamente foi alimentado e orientado: coma e beba, pois a jornada será longa. 

Elias obedeceu e depois caminhou por quarenta dias para um encontro com o Senhor no monte Horebe. Ele não sabia, mas esse seria o "Encontro da sinceridade".

Após ter passado a noite numa caverna, o Senhor perguntou a Ele: "O que você está fazendo aqui, Elias?" (I Reis 19.9)

O que você responderia ao Senhor, de dentro da caverna da sua alma, ao ouvir uma pergunta como essa?

Muitos de nós ficaríamos intimidados diante da presença do Pai e responderíamos aquilo que achamos que Deus gostaria de ouvir. Talvez diríamos que só precisamos de um tempo de descanso, de alguma reflexão para voltar com toda força, fé e disposição.

Mas Elias foi diferente. Ele respondeu aquilo que estava em seu coração:

"Tenho sido muito zeloso pelo Senhor, o Deus dos Exércitos. Os israelitas rejeitaram a tua aliança, quebraram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada. Sou o único que sobrou, e agora também estão procurando matar-me." (I Reis 19.10)

Elias não tentou esconder nada. Desnudou totalmente sua alma, sentimentos e dores. A sinceridade do seu coração foi revelada ao Senhor, sem filtros. Só quem tem intimidade com Deus é capaz de se revelar por completo ao Pai. Só quem tem intimidade com Deus sabe que sinceridade não é motivo para punição, mas é a forma mais adequada de se colocar na presença dEle e ser ouvido. 

A Palavra nos diz que o Senhor veio com Sua presença diante de Elias. Um vento fortíssimo veio, mas o Senhor não estava no vento. Depois, ocorreu um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. Ainda houve um fogo, mas o Senhor não estava nele. Após o fogo, o murmúrio de uma brisa suave revelou a presença manifesta de Deus e, nesse encontro, o Senhor perguntou novamente a Elias: "O que você está fazendo aqui?".

Elias repetiu o seu desabafo sincero e o Senhor ouviu o seu pedido. Deus chega até a revelar que suas alegações nem eram tão razoáveis, pois ainda existiam sete mil pessoas que não se curvaram a Baal. Na realidade, Elias não estava tão sozinho como pensava.

Porém, Deus reconheceu a sinceridade do seu coração, atendeu o seu pedido e lhe orientou sobre o que deveria fazer, antes de ser levado aos céus. Elias não conheceu a morte, mas foi trasladado, pois era um homem íntimo do Senhor, tão íntimo que foi capaz de revelar-se totalmente na presença do Pai e ser achado em sinceridade.

Que o Senhor nos dê corações sinceros diante dEle, capazes de confiar e se entregar sem reservas. E que essa intimidade com Deus nos permita reconhecer Seus propósitos e viver plenamente os Seus planos para nós. 

Não temas!

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"Apesar do receio que tinham dos povos ao redor, construíram o altar sobre a sua base e nele sacrificaram holocaustos ao Senhor , tanto os sacrifícios da manhã como os da tarde... Mas muitos dos sacerdotes, dos levitas e dos chefes das famílias mais velhos, que tinham visto o antigo templo, choraram em alta voz quando viram o lançamento dos alicerces desse templo; muitos, porém, gritavam de alegria." (Esdras 3.3‭, ‬12)

No retorno após o exílio, o povo de Israel temia as nações vizinhas. Não se lembravam de que não tinham razão para ter medo.

Alguns choraram de tristeza ao serem lançados os alicerces do novo templo. Lembravam-se do passado e o exaltavam, quando deveriam voltar os olhos para o futuro que estava só começando.

Na boca de um povo que sabia com muitos anos de antecedência que seria liberto por um imperador chamado Ciro, só deveriam existir palavras de confiança e incentivo (vide Esdras 1.1)

Mas eles tiveram medo e desanimaram. E o tempo que levaram para vencer o medo, poderia ter sido melhor aproveitado.

Acontece assim conosco também!
Não há razão para temermos, mas andamos sempre com receio do que irá acontecer.

Nós sabemos que tudo que vivemos tem um propósito, mas não conseguimos descansar de fato no Senhor e aproveitar ao máximo o que está diante de nós.

É hora da nossa boca parar de falar palavras de desânimo e desconfiança aos que estão ao redor!

Devemos ser como aqueles do povo de Israel que ousadamente tomaram a iniciativa da restauração e celebraram com alegria o lançamento dos fundamentos do novo templo.

Nós conhecemos o Senhor! A partir das nossas vidas, devem ser declaradas palavras de vida, que constroem bênção e animam o necessitado ao nosso redor.

A palavra na boca daquele que crê em Deus não deve ser negacionista, nem recheada de um otimismo ingênuo; mas deve falar primeiro de sua fé e das promessas do Senhor.

E se há uma palavra presente na Bíblia é "não temas"! Há uma declaração dessa para cada dia do ano!

Que, mesmo em meio às circunstâncias difíceis, o seu coração esteja apegado às promessas do Senhor. Não deixe que o medo ou as lembranças do passado sejam limitantes, mas se una àqueles que, cheios de coragem, darão passos firmes para viver o hoje firmado na bondade de Deus!

Cântico dos Degraus - Ele nos ouve e responde

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Cânticos dos degraus são cheios de declarações, bênçãos e clamores.

Eram cantados pelos peregrinos que rumavam a Jerusalém. De certa forma, nós todos somos peregrinos. Na caminhada da vida, a vivência com Deus nos revela o Seu caráter e nos une a Ele em um mesmo coração.

Salmo 120 - Ele nos ouve e responde

"Eu clamo pelo Senhor na minha angústia, e ele me responde." (Salmo 120.1)

A jornada da vida pode ser muito solitária para algumas pessoas, mas aqueles que conhecem a Deus aprendem que nunca estão sozinhos. 

O Senhor quer se relacionar de maneira pessoal com todas as pessoas que se aproximam dEle. O caminho aberto por Jesus Cristo nos permite dialogar com o Pai, o Senhor de todo o Universo e compartilhar tudo que está em nosso coração, assim como um amigo faz a outro.

Deus não nos trata como se fôssemos mais um! Pelo contrário, o Senhor nos conhece individualmente; a nossa conversa com Deus não é um monólogo, mas sim um diálogo: o salmista dá testemunho de que clamou a Deus e Ele lhe respondeu!

Que coisa maravilhosa é ouvir a voz de Deus! Que incrível relacionamento é esse onde podemos orar ao Pai, através do nome de Jesus Cristo, sermos ouvidos e respondidos.

O salmista ainda relata que seu clamor foi feito em um momento de angústia! Isso é importante, pois, por vezes, nossas amizades prestam até o momento em que as alegrias acabam...Mas em Deus temos um amigo sempre presente e poderoso para ouvir nosso pedido de socorro e intervir em nosso favor!

Mais do que ouvir a respeito disso, você pode vivenciar esta verdade: Estreite o seu relacionamento com o Pai! Ele não está distante, nem te desconhece. Aproxime-se dEle em humildade e testemunhe por si próprio da bondade, do favor e da graça que O cercam.

Se você vive um tempo de angústia, clame a Ele e prepare-se para ouvir a Sua resposta poderosa de livramento!

Quer conhecer mais sobre Cristo e como fazer parte da família de Deus? Clique aqui.

Se perder o equilíbrio, corra para a presença de Deus!

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Quantas vezes na vida, a gente não acha que está enfrentando sozinho as batalhas do dia-dia? 

Por mais que estejamos cercados de muita gente, parece que há um vazio à nossa volta e o desespero acaba por tomar conta do coração e da mente. Esse tipo de sensação não tem hora para ocorrer - inclusive, pode acontecer logo após grandes vitórias - e quando ocorre, perdemos o equilíbrio e a capacidade de continuar caminhando para cumprir o propósito de Deus em nossas vidas.

Isso não é problema dos tempos atuais! Aconteceu até com gente da Bíblia: Elias viveu essa realidade.

"Ora, Acabe contou a Jezabel tudo o que Elias tinha feito e como havia matado todos aqueles profetas à espada. Por isso Jezabel mandou um mensageiro a Elias para dizer-lhe: "Que os deuses me castiguem com todo o rigor, caso amanhã nesta hora eu não faça com a sua vida o que você fez com a deles".Elias teve medo e fugiu para salvar a vida... Chegou a um pé de giesta, sentou-se debaixo dele e orou, pedindo a morte. "Já tive o bastante, Senhor. Tira a minha vida; não sou melhor do que os meus antepassados. " (1 Reis 19.1-4)

Elias era profeta de Deus no meio de Israel e confrontava o rei da época, Acabe, um homem impio e afastado do Senhor que, junto com sua esposa Jezabel, desviaram o povo dos caminhos de Deus.

Porém, em meio a uma difícil e solitária disputa, logo após ter uma grande vitória e derrotar os profetas de Baal, houve um momento onde aquele homem de Deus perdeu o equilíbrio: após sofrer uma severa ameaça da mulher do rei, Elias entrou em desespero, fugiu e pediu a morte.

Porém, Deus teve um jeito especial de tratar com aquele homem: o alimentou, levou para um lugar secreto, se revelou a ele de uma maneira especial e contou que Elias não estava sozinho, mas ainda haviam pessoas em Israel que não tinham se curvado a outros deuses. Assim, o Senhor fortaleceu Elias para seguir em sua carreira, fazendo a vontade de Deus (I Reis 19.5-18)

Do mesmo modo que Deus fez com Elias, Ele quer fazer conosco nos momentos que perdemos o equilíbrio!

Como viver isso hoje em dia?

1. Busque o lugar secreto com Deus: tenha um espaço separado na agenda para a oração e a leitura da Palavra. Esses tempos são importantes para cultivar um relacionamento verdadeiro com o Senhor e ouvir a Sua voz.

2. Seja fortalecido pelas promessas do Senhor: ao cultivar esse espaço de intimidade com Deus, você ouvirá das promessas e propósitos que Ele tem a seu respeito! Assim, você verá que, apesar das dificuldades que está passando, hoje ainda não é o fim, mas o começo! Deus está contigo para te sustentar e permitir que você viva a plenitude dos sonhos que Ele tem para você.

3. Tenha certeza que você não está sozinho!: Além da companhia do Pai, certamente Ele preparará amigos espirituais, irmãos e irmãs, que querem caminhar ao seu lado e te apoiar nos caminhos da fé, mesmo em tempos dificeis. Busque a comunhão da igreja e cultive amigos e amigas espirituais, pois, nesses relacionamentos, somos poderosamente abençoados.

Ao perder o equilíbrio, corra para os braços de Deus e seja fortalecido para continuar a jornada da vida, até experimentar tudo aquilo que o Senhor preparou para você!


Não cansemos de fazer o bem!

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"Não nos cansemos de fazer o bem. pois a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Façam o bem a todos, especialmente aos da família da Fé" (Gálatas 6.9-10)

O que é fazer o bem?

Fazer o bem poderia resumir-se na palavra "doação". Mas não somente aquela doação de dinheiro ou roupas que nós estamos acostumados a pensar.

Fazer o bem significa doar algo de si mesmo para outro! E isso envolve uma amplitude de possibilidades: doar do seu tempo, do seu dinheiro, do seu ouvido para escutar alguém, da sua capacidade mental para aconselhar outra pessoa, da sua força para auxiliar em casa...

Fazer o bem traz consigo grande número de possibilidades e é algo que Deus deseja que façamos...Mas pelo que Paulo fala, pode cansar!

Por que cansaríamos de fazer o bem?

Podemos cansar de fazer o bem por conta da ingratidão das pessoas ao nosso redor; por perdermos de vista que tudo que fazemos é para primeiramente agradar a Deus; porque essa jornada de "plantação" é dura mesmo e são tantas coisas que ocupam a nossa mente, dizendo respeito aos nossos próprios interesses, que não temos tempo para doar algo a outro.

Porém, Paulo nos encoraja: Não cansem de fazer o bem, pois ceifaremos, se não houvermos desfalecido!

A corrida da vida tem que ser levada como uma maratona, que envolve ritmo e persistência. Àqueles que seguirem firmes, fazendo o bem, Deus promete uma boa colheita! Paulo mesmo diz nos versículos anteriores que aquele que plantar, certamente colherá!

E a quem devemos fazer o bem?

Devemos fazer o bem a todos! Aproveitar todas as oportunidades que se colocam diante de nós para abençoar alguma vida! Lembrando que existem várias formas de fazer isso!

Mas Paulo chama atenção especial à nossa família da fé: se sabemos que algum de nossos irmãos em Cristo está passando por alguma dificuldade, seja de qual ordem for, devemos nos esforçar para ajudá-los a superar esta situação!

Reflita:

  • Você tem conseguido fazer o bem atualmente?
  • Quais são suas dificuldades ou o que te facilita a fazer o que você faz?
  • Como você poderia ser uma pessoa ainda mais abençoadora?
  • Você já se sentiu cansado de fazer o bem?

Que o Senhor te capacite a ser pródigo em boas obras, revelando ao mundo o amor de Cristo, que se entregou a si mesmo e nos desafiou a fazer da mesma maneira com nossos irmãos!

Não se acomode em soluções provisórias

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"Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós. Porque já houve dois anos de fome no meio da terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem sega...Apressai-vos, e subi a meu pai, e dizei-lhe: Assim tem dito o teu filho José: Deus me tem posto por senhor em toda a terra do Egito; desce a mim, e não te demores; E habitarás na terra de Gósen, e estarás perto de mim, tu e os teus filhos, e os filhos dos teus filhos, e as tuas ovelhas, e as tuas vacas, e tudo o que tens.E ali te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome, para que não pereças de pobreza, tu e tua casa, e tudo o que tens." (Gênesis 45.5-11) - grifo nosso

"E Jacó viveu na terra do Egito dezessete anos..." (Gênesis 47.28)  - grifo nosso

"O tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos." (Êxodo 12.40) - grifo nosso

Quantas vezes na vida permitimos que soluções provisórias se tornem cenários definitivos?

Isso acontece toda hora e em todas as áreas de nossas vidas: é o conserto de alguma coisa da casa que é feito de maneira improvisada; é a acomodação perante uma situação desconfortável na área profissional, são os casais que postergam resoluções importantes no seu relacionamento e vão levando a vida...Enfim, a lista de possibilidades é grande e poderia fazer um texto enorme apenas mencionando exemplos!

1. Nem sempre soluções provisórias são problemáticas

Soluções provisórias para problemas da vida surgem a todo momento. E, em si mesmas, nem sempre são problemáticas. Podem ser um remédio para questões momentâneas da vida!

A família de Jacó se deparou com a possibilidade de uma solução provisória em um momento de crise: havia fome na terra, o Egito era o único lugar com comida e, pelos desígnios de Deus, José, o filho que era dado como morto, estava em uma alta posição de autoridade sobre aquele povo.

Quando seus irmãos vão até o Egito para comprar comida, José se revela a eles, esclarece que Deus o havia orientado sobre o tempo que aquele cenário de escassez existiria sobre a terra (7 anos), informa que dois anos já eram passados e faz uma proposta:  venham para o Egito! Designarei um lugar para estarem e vocês serão sustentados pelos próximos 5 anos de dificuldade.

Esse convite soou maravilhosamente bem aos ouvidos dos irmãos de José, que levaram seu pai Jacó e suas famílias de Canaã para o Egito, a fim de serem supridos nesse tempo de dificuldade.

Certamente, foi uma solução provisória de Deus para gerar provisão à semente de Israel naquele momento complicado. Mas era o PROPÓSITO definitivo do Senhor para aquele povo? Não!

2. O problema é se acomodar no cenário provisório e se esquecer do propósito do Senhor. A solução provisória virará escravidão!

Deus havia jurado à Abraão que daria a terra de Canaã como herança aos seus descendentes. Canaã era o propósito e o lugar definitivo que o Pai havia separado para aquele povo.

O problema com Jacó e sua família foi se acomodar em uma solução provisória: aquele livramento era para passar pelos 5 anos de fome; mas Jacó ficou lá por 17 anos, até sua morte; e, por fim, os descendentes de Jacó permaneceram naquela terra por 430 anos.

Quando nos acomodamos nas soluções provisórias e perdemos de vista o propósito maior de Deus para nossas vidas, o cenário vai mudando, sem que percebamos. A situação se degrada e nos tornamos escravos daquela condição. 

Foi o que literalmente aconteceu com o povo de Israel: passou-se o tempo e a condição que era favorável transformou - se em escravidão na terra do Egito.

Não podemos estabelecer as nossas vidas sob a base de soluções provisórias! Deus quer nos levar ao cumprimento do Seu propósito divino e para isso, não podemos nos acomodar em um cenário que parece favorável, mas não é o lugar que o Senhor quer nos colocar.

Aqueles que se acomodam em soluções provisórias terminam por se tornar escravos desta condição. E Deus não lida com escravos, mas liberta aqueles que o amam e os chama de filhos.

3. Deus sempre está disposto a quebrar qualquer algema de escravidão que nos impeça de alcançar o Seu propósito para nossas vidas. Para que isso aconteça, CLAME!

Levou tempo, mas o povo de Israel acordou do sono espiritual e clamou ao Senhor por libertação: 

"E aconteceu, depois de muitos dias, que morrendo o rei do Egito, os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e clamaram; e o seu clamor subiu a Deus por causa de sua servidão." (Êxodo 2.23)

E toda vez que clamamos a Deus, Ele nos ouve e intervém em nosso favor para nos resgatar, livrar e estabelecer o Seu propósito sobre as nossas vidas!

"E disse o Senhor: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores. Portanto desci para livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra, a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel; ao lugar do cananeu, e do heteu, e do amorreu, e do perizeu, e do heveu, e do jebuseu." (Êxodo 3.7-8)

Portanto, há esperança para todo aquele que clamar a Deus e pedir Sua intervenção!

Se você está vivendo a vida acomodado em soluções provisórias, HOJE é o tempo favorável! Clame a Deus e Ele intervirá para te libertar!  Não se acomode em soluções provisórias, mas creia no Senhor e peça a Ele que guie a sua vida, rumo ao caminho cheio de virtude para o qual Ele te criou! 


Generosidade segundo Jesus

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"Estando Jesus em Betânia, reclinado à mesa na casa de um homem conhecido como Simão, o leproso, aproximou-se dele certa mulher com um frasco de alabastro contendo um perfume muito caro, feito de nardo puro. Ela quebrou o frasco e derramou o perfume sobre a cabeça de Jesus.  Alguns dos presentes começaram a dizer uns aos outros, indignados: “Por que este desperdício de perfume? Ele poderia ser vendido por trezentos denários , e o dinheiro ser dado aos pobres”. E eles a repreendiam severamente.  “Deixem-na em paz”, disse Jesus. “Por que a estão perturbando? Ela praticou uma boa ação para comigo." (Marcos 14.3‭-‬6) 

Nessa passagem, os discípulos, especialmente Judas Iscariotes (como relatado em João 12.4), começaram a julgar a mulher que fez um ato generoso e derramou óleo sobre Jesus.  

Discordaram do ato e fizeram contas sobre quanto e onde aquilo poderia ter sido empregado. Mais do que isso: aqueles homens repreenderam duramente a mulher! De tal modo que Jesus teve de intervir e pedir que eles a deixassem em paz!

Assim como os discípulos, somos especialistas em avaliar a generosidade alheia e geralmente não fazemos esse tipo de "cálculo" no espírito que Jesus propõe: valorizamos os homens das moedas que tilintam no gazofilácio (mas dão do que sobra) e deixamos de lado a pobre viúva, que dá seus últimos centavos; tendemos a aplaudir a contribuição de Ananias e Safira, do mesmo modo que a de Barnabé.

Quando Jesus fala sobre generosidade, quais são os princípios destacados na Bíblia?

1) Acima de tudo, Jesus avalia a MOTIVAÇÃO.

O coração de Jesus sempre esteve atento à motivação das pessoas e identifica isso como um princípio importante: é algo muito presente no Sermão do Monte, principalmente em Mateus 6, quando Ele fala sobre a importância de não fazer atos de justiça motivado pelo interesse de ser honrado pelos homens.

Jesus sempre receberá toda ação de generosidade realizada, não por tristeza ou constrangimento, mas em alegria e com espontaneidade, por amor à obra de Cristo (vide 2 Coríntios 9.7).

2) Jesus não chamou ninguém para ser sommelier de generosidade alheia, mas para ser bom mordomo do que Ele lhe confiou. 

Mais do que julgar sobre a generosidade dos outros, devemos olhar para o nosso próprio coração e discernir se estamos agindo adequadamente com aquilo que Ele tem nos confiado.

A bondade de Deus permite variados modos de abençoarmos outras pessoas e o Reino! 

Não é somente dinheiro, mas é possível ser generoso através de outros talentos e capacidades. Além disso, a multiforme obra de Deus abre oportunidades para que apliquemos essas habilidades/capacidades/recursos em diversas finalidades: obra missionária, assistência aos necessitados, suprimento aos pastores e à igreja local... 

Com isso, precisamos ser sensíveis para ouvir a direção de Deus e obedecer, assim como um bom mordomo, que aplica o seu esforço no lugar onde seu senhor acredita que trará maior benefício.

Que a nossa motivação seja agradar a Cristo e com essa santa intenção, concentremos nossos esforços em ser bons mordomos de tudo aquilo que Ele tem nos confiado!

Você já sentiu medo e alegria ao mesmo tempo?

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"As mulheres saíram depressa do sepulcro, amedrontadas e cheias de alegria, e foram correndo anunciá-lo aos discípulos de Jesus." (Mateus 28.8)  - grifo nosso

Você já viveu uma situação em que teve medo e alegria ao mesmo tempo?

Se refletir um pouco sobre sua vida, talvez lembre de alguns cenários: o início da faculdade, uma promoção no trabalho, o dia do casamento, a chegada de um filho ou filha...

Em geral, são situações em que somos surpreendidos; momentos em que recebemos novos desafios que dão aquele frio na barriga e geram expectativa a respeito do que nos espera e como seremos capazes de dar conta.

Duas mulheres viveram esse misto de sentimentos naquele domingo em Jerusalém. Ao visitarem o túmulo de Jesus, no terceiro dia após a sua morte, esperavam encontrá-lo ali, banhá-lo com especiarias e lamentar a sua perda.

Mas foram surpreendidas: ao chegarem por lá, Jesus não estava! Um anjo as recepcionou, comunicou a boa notícia da ressurreição e deu a elas um desafio: 

"Vão depressa e digam aos discípulos dele: Ele ressuscitou dentre os mortos e está indo adiante de vocês para a Galileia. Lá vocês o verão..." (Mateus 28.7)

Para quem havia se dirigido a um lugar com o intuito de dar continuidade a um velório, houve uma súbita mudança de perspectiva, não é verdade?

Essa injeção de ânimo e propósito impulsionou aquelas mulheres a correr apressadamente e contar ao mundo, sim, ao MUNDO, aquela maravilhosa notícia que continua sendo contada até hoje!

Talvez os últimos tempos não estejam sendo de muito desafio ou alegria para você - a areia movediça das dificuldades e reveses podem estar te afundando cada vez mais.

Mas, permita me dizer algo: quando nos deparamos com a mesma notícia que as duas mulheres receberam naquele domingo, podemos ter o nosso coração tomado pela mesma mistura de "medo e alegria" que as dominou naquele dia: "Jesus não está morto, Ele ressuscitou! A morte não foi capaz de conter o Autor da Vida!". 

Essa percepção, quando recebida por um coração desarmado, pode nos desafiar a um novo tipo de vida, cheia de sentido e propósito que só a comunhão com Jesus pode trazer.

E, apesar do frio na barriga que mudanças desse tipo podem gerar, temos uma certeza: não estaremos sozinhos para enfrentá-las! Ele prometeu que estaria conosco até o fim dos tempos! (Mateus 28.20)

Que, nesse dia, você possa ter a renovada sensação de viver o misto de "medo e alegria", mas dessa vez, gerada pelo desafio dos céus: entregar a vida a Cristo e ser integrante dessa família que continua compartilhando a esperança do amor que venceu a morte, para nos salvar de nós mesmos e de nossos pecados.

Quer saber mais a respeito de como entregar sua vida a Cristo? Clique aqui.



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