Sejam a Luz do Mundo: a prática das boas obras

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"E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus". (Mateus 5.15-16)

Lâmpada não existe para ficar escondida; é da natureza da própria luz buscar alguma brecha para aparecer!

No texto acima, Jesus ressalta essa característica das candeias (as lâmpadas de antigamente) e fala sobre um lugar apropriado para a luz, a fim de que ela cumpra a sua finalidade. Em seguida, Cristo faz uma analogia, apontando todo filho de Deus como a "luz do mundo" e indicando que é necessário se posicionar em um local onde possa emitir o seu brilho, que é traduzido em nossas vidas como "boas obras".

Mas o que são "boas obras"?: São as práticas que Deus preparou para que tivéssemos e que refletem a conduta de Cristo enquanto esteve aqui na terra.
Jesus fala sobre aqueles que estenderam a mão para o nu, o faminto, o estrangeiro e indica que estes serão recebidos em Seu Reino (Mateus 25.34-40), mas também fala que caridade não basta:  é necessário conhecê-lo, pois nem todos que o chamam de Senhor e agem usando Seu nome, tem verdadeiro relacionamento com Ele (Mateus 7.21-23)

O Filho de Deus precisa se esforçar para realizar boas obras?: Não, basta ao filho de Deus andar conforme o Espírito Santo, pois a Palavra diz que nós "somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras que, de antemão Ele preparou para que nós as praticássemos" (Efésios 2.9). Ou seja, há uma natureza criada por Deus em todo aquele que crê em Cristo que nos prepara para uma prática de vida que o honre - ou seja, não são as boas-obras que nos purificam, mas é a ação do Espírito que nos apronta para agirmos de uma maneira abençoadora.

Que lugar é esse em que um Filho de Deus precisa se posicionar?: O lugar adequado é junto às pessoas, aos seus próximos. Eles são o alvo que Deus quer atingir através das nossas boas obras. Jesus deixa um novo mandamento: que nos amemos uns aos outros, assim como Ele nos amou (João 13.34) e isso vai muito além de um sentimento, mas indica uma prática de vida doadora.

No que resultam essas boas obras?: A finalidade é glorificar o nome de Cristo e ressaltar a nossa identidade como filhos de Deus. Desse modo, seremos instrumentos para testemunhar dEle a todos os homens, como a fala de Jesus indica em Mateus 5.16.

Sejam a luz do mundo! Essa é a direção de Cristo para todo filho de Deus. Que a luz dEle possa brilhar através de você, abençoando vidas e glorificando ao nosso Pai!

Examine-se a si mesmo!

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"Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem a vocês mesmos. Não percebem que Cristo Jesus está em vocês? A não ser que tenham sido reprovados!"
(2 Coríntios 13.5)

Quantas vezes paramos para avaliar a nossa fé? Apesar de alguns pensarem na fé como algo subjetivo ou intangível, Paulo dá a entender que é possível "tocar" na fé de alguém e nos exorta a examinar a nossa própria fé, como alguém que avalia se está seguindo um determinado caminho.

Ele parece indicar que há uma conduta esperada para aqueles que amam a Deus e deixa claro que serão sinais visíveis em nossa prática de vida, se Jesus estiver realmente agindo em nós.

Na segunda carta aos Coríntios, o apóstolo explicita pelo menos 3 características que são esperadas na vida de um cristão:

1. SANTIDADE:
"Amados, visto que temos essas promessas, purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus."
(2 Coríntios 7.1)

Todo aquele que ama a Deus tem desejo de agradá-lo e a melhor maneira de agradar ao Senhor é obedecendo aos seus mandamentos. Por isso, o cristão está sempre inclinado a conhecer mais sobre aquilo que está no coração de Deus e, mais do que isso, busca praticar todas as coisas que aprende.

Como está a sua santidade? Tem buscado conhecer mais a vontade de Deus? Tem evitado as ações e pensamentos que contaminam o seu corpo e mente, como a maledicência, a cobiça sexual, a inveja e a ganância?

2. UNIDADE:
"Sem mais, irmãos, despeço-me de vocês! Procurem aperfeiçoar-se, exortem-se mutuamente , tenham um só pensamento, vivam em paz. E o Deus de amor e paz estará com vocês."
(2 Coríntios 13.11)

O verdadeiro cristão busca a unidade com seus irmãos. O que isso significa? Que nosso relacionamento com o próximo deve estar mediado pelos princípios de Cristo e assim, tudo que fizermos e pensarmos revele o seu Reino em nossas relações. Para isso, precisamos ter um coração quebrantado: a humildade necessária para receber uma exortação feita em amor e também a responsabilidade para repreender o nosso irmão, quando for necessário. Tudo isso para que possamos ser edificados uns pelos outros, aprendendo a viver em paz e refletindo a imagem do Senhor em nossos relacionamentos.

Você tem andado em unidade? Tem sido humilde para ouvir a repreensão de um irmão em Cristo e responsável o suficiente para exortar alguém que está andando longe dos caminhos de Deus?

3. GENEROSIDADE:
"Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos em qualquer ocasião e, por nosso intermédio, a sua generosidade resulte em ação de graças a Deus."
(2 Coríntios 9.11)

O cristão é generoso, pois é isso que aprende do seu Pai. E deve usar tudo aquilo que está a seu alcance para abençoar outras vidas, em todas as ocasiões. Esse desprendimento e doação resultarão em glórias a Deus, pois as pessoas verão em nós aquilo que Cristo é.

Ao examinar a si mesmo, você vê alguém generoso? Você é conhecido como alguém que é doador de suas habilidades e recursos para o bem de outros?

A nossa fé em Deus se revela através das nossas ações. Portanto, todo cristão deve examinar-se a si mesmo, para que não se engane, mas mantenha-se firme e atento à transformação do Espírito Santo em seu caráter.

Obedecendo a um bom Senhor

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"Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna."  (Romanos 6.22)

Ao longo de todo o capítulo 6 de Romanos, o apóstolo Paulo fala a respeito do conceito chamado por estudiosos de "servo-arbitrio".

Esse entendimento diz que após o pecado, o homem perde o seu livre-arbítrio, sua natureza terrena é modificada e ele passa a ser oferecido como escravo, seja do pecado ou da obediência à Deus.

Cada uma dessas frentes têm a sua consequência: o pecado leva à morte; a obediência, leva à justiça.
Veja Romanos 6.16:

"Não sabem que, quando vocês se oferecem a alguém para lhe obedecer como escravos, tornam-se escravos daquele a quem obedecem: escravos do pecado que leva à morte, ou da obediência que leva à justiça?"

Quando o Espírito Santo opera em nosso coração, promovendo a convicção de pecado e o arrependimento, Ele nos converte totalmente a si como "escravos da justiça". Além disso, Ele nos redime e dá o poder necessário para viver uma vida segundo os princípios de Cristo.

No entanto, esse não é um processo que gera independência - pelo contrário, continuamos dependendo da ação do Espírito em nós para ouvir as palavras do nosso Senhor, ter sensibilidade para discernir Sua vontade e obedecer.

Contudo, a promessa nos diz que é muito melhor ser escravo da obediência do que escravo do pecado: o fruto que os obedientes geram leva à santidade e o seu fim é a vida eterna; enquanto o salário do pecado é a morte eterna, separação total de Deus.

Portanto, tenhamos em mente que recebemos "liberdade" do pecado, mas isso não nos fala sobre independência. Pelo contrário, devemos nos submeter ao nosso misericordioso, amoroso e bondoso Senhor, para vivermos em obediência à Sua vontade e colhermos o privilégio de viver eternamente em Sua glória!

Não confunda liberdade com libertinagem, mas se submeta totalmente em obediência à Deus!

Aquele que está de pé, cuide para que não caia!

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"Porque não quero, irmãos, que vocês ignorem o fato de que todos os nossos antepassados estiveram sob a nuvem e todos passaram pelo mar. Em Moisés, todos eles foram batizados na nuvem e no mar. Todos comeram do mesmo alimento espiritual e beberam da mesma bebida espiritual; pois bebiam da rocha espiritual que os acompanhava, e essa rocha era Cristo. Contudo, Deus não se agradou da maioria deles; por isso os seus corpos ficaram espalhados no deserto." (1 Coríntios 10.1-5)

Como pessoas que recebem direção e provisão divinas podem fracassar no caminho?

Como gente que viu a ação poderosa de Deus pode perecer por negligenciar a Sua vontade?

A Palavra diz que o povo de Israel perdeu-se no deserto apesar de receber maná dos céus e ter a nuvem/coluna de fogo para guiá-los.

O que aconteceu? Israel perdeu o seu alinhamento espiritual com o Senhor. Apesar de serem beneficiários da "direção terrena", perderam a "direção espiritual". Apesar de não faltar provisão física, deixaram de alimentar a alma.

Ao endurecer o coração, seguiram a trilha de afastamento do Senhor: não resistiram às tentações da cobiça, da idolatria, da imoralidade, da murmuração...Colocaram Deus à prova e foram julgados. Uma geração inteira perdeu-se no deserto.

O exemplo está na Bíblia para nossa edificação: aquele que está de pé, cuide para que não caia! (v.12). Se fosse possível a esta geração de Israel explicar o seu desvio, dificilmente saberiam dizer onde efetivamente ocorreu: certamente, não foi na hora em que fizeram o bezerro de ouro, ou que pediram carne ao invés de maná; antes de se concretizar em ações, o coração já havia se afastado.

Por isso, zele pela sua vida! Por onde passeia a sua mente? No que seu coração tem se apegado? Sem a devida atenção, um piscar de olhos é suficiente para sair da rota traçada por Deus e enveredar um caminho de destruição e afastamento do propósito que Ele tem para as nossas vidas.
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