O que preciso fazer para ser salvo?

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A salvação é o tema central da vida cristã.
Mesmo assim, costuma ser um assunto que gera muitas dúvidas na mente daqueles que amam Jesus.

Espero que as respostas abaixo colaborem para esclarecer biblicamente muitas perguntas:

O que preciso fazer para ser salvo?

A salvação envolve a fé e a confissão de que Jesus morreu na cruz, pagando o preço de nossos pecados e ressuscitou para estar novamente com Deus, nos dando esperança de que também venceremos a morte pelo Seu poder, para estar sempre com Ele.

"A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação." (Romanos 10.9-10)

A salvação não tem relação com ser bonzinho: Deus não mede os nossos méritos, mas é através da fé no mérito de Jesus Cristo, o Filho de Deus que tornou-se homem e viveu uma vida sem pecado, que recebemos a salvação!

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie." (Efésios 2.8-9)

Na verdade, as boas-obras são consequência da salvação e não algo que tenhamos de fazer para merecê-la.

"Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas." (Efésios 2.10)

Pequei! E agora? Perdi a salvação?

Lembre-se sempre: a salvação não está baseada em nossos méritos, mas sim nos de Cristo Jesus! Portanto, o fato de ter cometido um pecado não tira a salvação.

O Espírito Santo operará em seu coração, te alertando do pecado. Diante disso, o que espera-se é que haja arrependimento e confissão do erro a Deus para que Ele conceda o perdão.

A promessa que temos do Senhor é essa:
"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça." (1 João 1.9)

Arrependimento é diferente de remorso! Arrependimento é uma tristeza segundo Deus, conforme o apóstolo Paulo relata em 2 Coríntios 7.10 e gera transformação; já remorso é uma tristeza do mundo que não opera nada de bom!

Deus nos desafia a confessar o pecado e deixá-lo. A Palavra ensina que, desse modo, encontraremos misericórdia da parte do Senhor.

"O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia." (Provérbios 28.13)

Durante a jornada da vida, é necessário analisar constantemente o que está em nosso coração, para seguir o caminho de perseverança e comunhão que o Senhor abre a nós.
Por isso, tenha sempre em mente estes sinais de alerta:

1. O coração perdeu a disposição de obedecer a Deus
Você conhece a Palavra, mas não está mais disposto a obedecê-la. Tem andado continuamente na prática do pecado, apesar de manter a frequência nos cultos da igreja.

A Palavra nos alerta:
"Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade." (1 João 1.6)

Se você está assim, clame por avivamento para a sua vida, pedindo a Deus que renove o desejo de andar pelos caminhos que O agradam.

2.Não há arrependimento diante dos pecados cometidos

Ao longo do tempo, na correria da vida e no envolvimento com as demais preocupações, o seu coração foi se endurecendo e agora, não há mais arrependimento diante dos erros cometidos. Com isso, você tem se afastado do Senhor e a obra de transformação do Espírito na sua vida está paralisada.

Jesus nos alertou sobre esse perigo na parábola do Semeador:
"Outras ainda, como a semente lançada entre espinhos, ouvem a palavra;
mas quando chegam as preocupações desta vida, o engano das riquezas e os anseios por outras coisas, sufocam a palavra, tornando-a infrutífera." (Marcos 4.18-19)

Se esta é a sua situação, clame ao Senhor e peça que Ele transforme o Seu coração, assim como Davi clamou a Deus no Salmo 51:

"Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado... Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário."  (Salmo 51.1-2;9-12)

Que o Espírito Santo, através de Jesus Cristo, te leve a conhecer cada dia mais a bondade e a misericórdia de Deus para conosco!

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Comentários sobre Mateus 4

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O texto de Mateus 4 relata a experiência de Jesus no deserto, o seu tempo de consagração e a tentação. Vamos refletir um pouco sobre esse capítulo da Palavra de Deus?

Mateus 4.1: "Então Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo."

Há permissão de Deus para que sejamos tentados. Apesar da tentação não ser proveniente dele, isso serve para provar aquilo que há em nosso coração.

Mateus 4.2: "Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome."

Jesus jejuou. O jejum é atualmente uma disciplina negligenciada em nossas vidas. É necessário resgatá-la, pois no jejum demonstramos fome e sede por mais de Deus.

Mateus 4.3 - 4: "O tentador aproximou-se dele e disse: "Se você é o Filho de Deus, mande que estas pedras se transformem em pães". Jesus respondeu: "Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’"."

A primeira tentação passa pela confrontação da divindade: "Se tu és Filho de Deus" e desafia Jesus a saciar as necessidades prementes da carne. Ele responde colocando em destaque a saciedade que provém do mundo espiritual acima dos benefícios do mundo material.

Mateus 4.6 - 7: "Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui para baixo. Pois está escrito: ‘Ele dará ordens a seus anjos a seu respeito, e com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra’". Jesus lhe respondeu: "Também está escrito: ‘Não ponha à prova o Senhor, o seu Deus’".

A segunda tentação relatada no texto envolve o desejo fantasioso de distorcer a Palavra para o próprio bem, abusando do poder divino e colocando-o a serviço de seus próprios caprichos. Jesus responde indicando que o poder de Deus não deve ser utilizado para demonstrações tolas.

Mateus 4.8 - 10: "Depois, o diabo o levou a um monte muito alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e o seu esplendor. E lhe disse: 'Tudo isto lhe darei, se você se prostrar e me adorar". Jesus lhe disse: "Retire-se, Satanás! Pois está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus e só a ele preste culto’"."

A terceira tentação está associada ao poder deste século. Jesus tinha conhecimento de sua missão. Diante disso, a proposta: reinar terrenamente e salvar a si mesmo ou reinar espiritualmente, por um preço de dor e sangue, para salvar a outros? Agir egoisticamente ou ser doador? Jesus garante em primeiro lugar a adoração a Deus e a submissão da vontade ao propósito dEle.

Mateus 4.11: "Então o diabo o deixou, e anjos vieram e o serviram."

Há um confronto espiritual e esse traz à tona os seus representantes. Ao vencer o diabo, anjos vieram para servir o mestre e fortalecê-lo. Certamente, ao vencer as tentações, Deus provê a nós também o privilégio de ser servido das delicias espirituais do Seu Reino.


Quem vai rolar a pedra do sepulcro?

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"Quando terminou o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram especiarias aromáticas para ungir o corpo de Jesus. No primeiro dia da semana, bem cedo, ao nascer do sol, elas se dirigiram ao sepulcro, perguntando umas às outras: "Quem removerá para nós a pedra da entrada do sepulcro? " " (Marcos 16.1-3)

A morte de Jesus havia acontecido na sexta e certamente, foi um choque para todos os seguidores do Cristo. Após guardar o descanso do sábado, algumas mulheres começam a movimentar-se para honrar o corpo do Senhor: compram especiarias, programam-se para levantar bem cedo no domingo e ir até o sepulcro.

Contudo, apesar de todos os preparativos, essas mulheres lutavam em suas mentes com uma impossibilidade: "Quem removerá para nós a pedra da entrada do sepulcro?".

Apesar de ser uma questão vital para o sucesso da empreitada, essa limitação não as impediu de preparar tudo o que era necessário, acordar cedo e se deslocar até o "cenário da impossibilidade", a porta do sepulcro.

Por que será que, ao enxergarmos as aparentes impossibilidades da vida,  já decidimos parar antes mesmo de confrontar o cenário difícil? 
Por que abrimos mão dos nossos sonhos, apenas por vislumbrar oposições e obstáculos?

Essas mulheres foram mais persistentes do que nós costumamos ser diante das dificuldades. E por isso, vivenciaram algo que não costuma acontecer conosco: a "porta do sepulcro" era o cenário da impossibilidade, mas também era o endereço do milagre!

Ao chegar diante daquele sepulcro, as mulheres se depararam com algo miraculoso. O sepulcro estava aberto, o Cristo havia ressuscitado!

"Mas, quando foram verificar, viram que a pedra, que era muito grande, havia sido removida.
Entrando no sepulcro, viram um jovem vestido de roupas brancas assentado à direita, e ficaram amedrontadas. "Não tenham medo", disse ele. "Vocês estão procurando Jesus, o Nazareno, que foi crucificado. Ele ressuscitou! Não está aqui. Vejam o lugar onde o haviam posto." (Marcos 16.4-6)

Quando fazemos aquilo que cabe a nós e aplicamos toda a nossa capacidade para resolver os desafios que se colocam à nossa frente, seremos surpreendidos: ao invés de encontrarmos o sepulcro fechado, podemos nos deparar com uma porta aberta, obra milagrosa do Senhor, ressurreição da esperança e da vida!

Portanto, diante dos desafios que a vida impõe, não desista com antecedência. Pelo contrário, faça como aquelas mulheres: cumpra tudo aquilo que lhe cabe, confronte a impossibilidade e seja surpreendido pela intervenção e bondade do nosso Deus!

Princípios contra a Ganância: Deixe que escolham Primeiro

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Abraão foi um dos homens mais ricos retratados na Bíblia. Ele foi chamado por Deus para iniciar um novo povo, a partir da promessa miraculosa de ter um filho na velhice e de fato, isso ocorreu.

Porém, apesar de sua riqueza, é perceptível que Abraão não era um homem ganancioso. Em diversos momentos da sua vida, suas atitudes dão testemunho de que ele não era movido pela possibilidade de obter tudo para si.

Essas atitudes podem nos direcionar a princípios norteadores, de modo que seja qual for a sua condição material, o seu coração permaneça protegido desse torpe sentimento ganancioso:

Princípios contra a Ganância 

1) Deixe que escolham primeiro!

Os pastores de Abraão e seu sobrinho Ló entraram em desavença. A região em que viviam juntos ficara pequena para suportar o tamanho dos rebanhos. Era necessário tomar uma decisão.
Abraão procura o seu sobrinho Ló e faz a seguinte proposta:

"Não haja desavença entre mim e você, ou entre os seus pastores e os meus; afinal somos irmãos! Aí está a terra inteira diante de você. Vamos nos separar! Se você for para a esquerda, irei para a direita; se for para a direita, irei para a esquerda." (Gênesis 13.9)

Abraão tinha algumas prerrogativas para ter a prioridade na escolha: era o mais velho, foi a partir de sua riqueza que seu sobrinho pôde começar a ter a sua...

É óbvio também que ter a prioridade da escolha pressupõe optar pelo melhor lugar, a área mais lucrativa ou bem localizada. Contudo, Abraão abre mão desse direito e permite que seu sobrinho Ló escolha primeiro.

Sem entrar no mérito da escolha de Ló, a atitude de Abraão é um grande antídoto à ganância: Deixe que escolham primeiro!

Quando tomamos a decisão humilde de abrir mão do nosso poder de escolha em favor de outro, submetemos a um controle o ganancioso impulso humano de sempre garantir o melhor para o nosso lado, de querer ajuntar tudo que existe para debaixo do nosso controle, de levar vantagem em todas as situações.

E acima de tudo, essa posição reforça a nossa imagem de filhos de Deus e dependentes dEle. Quando abrimos mão de algo, nos assemelhamos a Cristo que se esvaziou da sua majestade por amor a nós e reconhecemos que o Senhor é capaz de nos prover aquilo que precisamos, mesmo em meio às condições menos favoráveis.

Para evitar a ganância, deixe que escolham primeiro. Abra mão das suas prerrogativas e deixe-se descansar debaixo dos cuidados de Deus.
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