Sobre a Repreensão Cristã

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"Se for alguém da comunidade que pecar sem intenção, fazendo o que é proibido em qualquer dos mandamentos do Senhor seu Deus, será culpado.
Quando o conscientizarem do seu pecado, trará como oferta pelo pecado que cometeu uma cabra sem defeito." (Levítico 4.27-28)

O livro de Levítico esclarece princípios importantes a respeito de pecado e perdão.

No capítulo 4, o autor deixa claro que mesmo quando o pecador não sabe ou não percebe o seu pecado perante Deus, ele é culpado dele.
No entanto, somente quando esse erro é trazido à consciência, é possível realizar o sacrifício e receber o perdão.

Hoje, vivemos em uma realidade onde Jesus, o Filho de Deus, se fez sacrifício por nós e pagou o preço de todos os nossos pecados, tanto os que já aconteceram como os que virão a acontecer.
Ele é o sacrifício perfeito que cumpre todos os requisitos estabelecidos na lei e extingue a necessidade de oferecer animais para receber perdão.

Porém, o perdão é consequência de arrependimento. E este só é possível quando há a consciência do erro!

Quando nos falta essa compreensão, não teremos condição de clamar ao Senhor por perdão e poder
para avançar em santificação.
É verdade que contamos com o firme auxilio do Espírito, para compreender o que desagrada a Deus e corrigir os caminhos.

Mas Jesus nos aconselhou uma outra ferramenta, que tem sido desprezada constantemente por parte da igreja, que é a repreensão cristã.
Vejamos o que Jesus disse a respeito:

"Tomem cuidado. "Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe."
(Lucas 17.3)

"Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas’.
Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano." (Mateus 18.15-17)

Não podemos ignorar a oportunidade de ser instrumentos nas mãos de Deus para promover restauração na vida dos nossos irmãos!

Precisamos nos encher de amor, humildade, mas também firmeza para indicar aos nossos próximos os propósitos e caminhos de Cristo para as suas vidas.

Não seremos nós os padrões de santidade que eles devem seguir. Mas devemos ser setas que apontam o padrão que Cristo estabelece!

Recuar diante dessa tarefa não é o comportamento que Cristo espera!
Quando nos eximimos dessa responsabilidade,  não cumprimos parte importante do processo de edificação que o Senhor nos propõe na vida dos irmãos.

Como Noiva do Senhor, devemos nos preparar para estar sem mácula ou ruga para encontrarmos o Noivo.
Que o Senhor nos use para edificar uns aos outros, a fim de O agradarmos mais a cada dia!

Como entender Deus?

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"...Mas como pode o mortal ser justo diante de Deus?
Ainda que quisesse discutir com ele, não conseguiria argumentar nem uma vez em mil.
Sua sabedoria é profunda, seu poder é imenso. Quem tentou resisti-lo e saiu ileso?"
(Jó 9.2-4)

Quando estivermos diante de alguém desesperado ou até mesmo quando nós passarmos por situação de aperto, qual será a visão do caráter de Deus que estará gravada em nossa mente?

Nos capítulos de 7 a 9 do livro de , vemos um confronto de entendimentos sobre quem é Deus e como Ele se relaciona com os homens.

Cada um dos amigos de Jó e este mesmo possuíam compreensões diferentes sobre aspectos da maneira como Deus se relaciona com os homens.
Essas diferenças impactaram fortemente os seus discursos e provavelmente, o seu estilo de vida.

Como julgar qual é o modo certo de ver a Deus?
Nenhum homem é capaz de entendê-lo por completo; nossas experiências, tão fragmentadas, não dão conta de defini-lo.

A maneira que nos permite chegar mais próximos do entendimento do caráter de Deus é através daquilo que Ele mesmo revela, através de Sua Palavra.

Nisso temos grande vantagem em relação à Jó e seus amigos: vimos Deus se revelar em forma humana por amor a nós em Jesus e conhecemos a história de amor desenvolvida através dos séculos para que o homem pecador pudesse se reconciliar com o seu Criador e ser por Ele adotado como filho.

Não serão meus padrões de justiça e amor que vão julgá-lo; não é o meu senso de certo e errado, tão confuso e incoerente.

Precisamos aprender a viver a vida e passar pelas experiências que ela traz, à luz do que a Bíblia diz para nós que Deus é.

Por mais que não compreendamos o propósito por trás de certos acontecimentos, isso tem a ver com a realidade do que somos: Ele é Deus, nós somos homens; Ele é o Criador, nós as criaturas.

Precisamos de humildade para entender que não compreenderíamos todos os seus desígnios,  mesmo que nos fossem explicados cuidadosamente. Também precisamos cair na real, de que Ele não nos deve explicação.

Mesmo sem entender, quero aprender a confiar; por mais que a minha mente não consiga alcançar seus pensamentos, quero me deleitar na sua grandeza e amor sem fim!

Esforce-se em conhecer e prosseguir em conhecê-lo através da imagem de Seu filho Jesus, que deu a vida por amor a todos nós, a fim de que fôssemos perdoados para viver uma nova vida!

Quer conhecer mais sobre Jesus? Clique aqui.

Você tem um Deus de estimação? - Parte II

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Em I Samuel 4, o povo de Israel e o sacerdote Eli nos demonstram quanto o relacionamento que eles possuíam com Deus estava deturpado.
Em especial, duas características do relacionamento que eles tinham com Deus devem ser advertência nos dias de hoje!

Veja a primeira característica, clicando aqui.

Abaixo a segunda característica:

2. Eles pensavam que tinham um Deus pequeno e manipulável, um "Deus de estimação".

Esse raciocínio fica exemplificado em I Samuel 4.13:

"E, chegando ele, eis que Eli estava assentado numa cadeira, olhando para o caminho; porquanto o seu coração estava tremendo pela arca de Deus..."

A Palavra nos conta que o coração de Eli estava tremendo pela arca de Deus.
Em uma leitura mais rasa, isso pode parecer sinal de um coração zeloso. No entanto, quando vemos o contexto bíblico, isso demonstra na verdade uma falta de compreensão sobre quem é Deus e sobre o tamanho do Seu poder e majestade.

Eli estava preocupado com aquele sinal de representatividade de Deus no meio do povo, mas havia se esquecido de que Deus era muito maior que aquela arca e que aquele símbolo era apenas... um simbolo!

A ausência do símbolo não indicava a perda da presença de Deus em meio ao povo! Como também a presença do símbolo no campo de batalha não garantia a vitória aos israelitas.

Porém, aquele povo havia passado a encarar a arca de maneira distorcida: o que era símbolo da presença de Deus no meio de Israel transformou-se na representação de um Deus pequeno e manipulável, um Deus de estimação, um amuleto a qual poderiam recorrer, sem a necessidade de uma relação mais profunda.

Na visão deles, bastava invocar aquele amuleto e a vitória seria certa!

No entanto, o Deus de Israel, o nosso Deus, não é um ser passível de ser contido ou administrado!
Ele não é um "Deus de estimação", para o qual basta fornecer o "sacrifício certo", falar um conjunto de "palavrinhas certas" e fazer algum afago com "cerimônias religiosas aparentemente certas" para que ele "abane o rabinho".

A partir do momento em que Israel passa a tratar com Deus de uma maneira essencialmente ritualística (focando nos ritos, mais do que no propósito por trás deles; valorizando os símbolos, mas não a relação que estas figuras invocavam) as referências sobre quem é esse Deus são desvirtuadas.

Passa-se então a uma busca de manipulação das ações de um ser divino que é incontrolável!

E assim, a nossa relação com Deus se dá hoje: vemos por aí inúmeras receitas de como alcançar certas bênçãos de Deus, o estabelecimento de barganhas e relações tão comerciais, que acabam por retratar o Senhor à semelhança de um banco ou uma loja.

No entanto, Deus não é um ser passível de manipulação! O Senhor é fogo consumidor!

É interessante ver na Bíblia homens que vieram logo após essa era de Eli tendo um entendimento mais exato do que Deus espera daqueles que se relacionam com ele.
Como Samuel, que disse o seguinte:

"...Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros." (I Samuel 15.22)

Ou Davi:
"Pois tu não te comprazes em sacrifícios; se eu te oferecesse holocaustos, tu não te deleitarias. O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado; ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus." (Salmo 51.16-17)

Diferentemente de outros falsos deuses, o Senhor sempre buscou estabelecer uma relação íntima com o seu povo.
Ele não estava em busca de religiosidade vazia e falsa, mas de um relacionamento onde o Seu caráter poderoso, justo, mas também amoroso e perdoador pudesse ser revelado.

Não há como controlar Deus! Nós é que devemos nos submeter ao Seu domínio e vontade.

Também não precisamos temer pelo Senhor!  Ele tem poder soberano sobre todas as coisas!
Alinhemos o nosso coração à Sua direção para viver um relacionamento vivo e saudável com Ele.

Devemos aprender a nos deleitar naquilo que Ele faz, pois Sua vontade é boa, perfeita e agradável.

Você tem um Deus de estimação? - Parte I

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Em I Samuel 4, o povo de Israel e o sacerdote Eli nos demonstram quanto o relacionamento que eles possuíam com Deus estava deturpado.
Em especial, duas características do relacionamento que eles tinham com Deus devem ser advertência nos dias de hoje!

1. Eles perderam a direção de Deus!

O pensamento do povo de Israel estava invertido: ao invés de ouvirem a voz de Deus e obedecerem, eles pensaram que tinham um Deus cuja vontade não importava!
Após um primeiro combate com os filisteus, onde saíram derrotados e com quatro mil soldados mortos, o povo fez a seguinte afirmação:

"...Por que nos feriu o Senhor hoje diante dos filisteus? Tragamos de Siló a arca da aliança do Senhor, e venha no meio de nós, para que nos livre da mão de nossos inimigos.
Enviou, pois, o povo a Siló, e trouxeram de lá a arca da aliança do Senhor dos Exércitos, que habita entre os querubins; e os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, estavam ali com a arca da aliança de Deus. " (1 Samuel 4.3-4)

Perceba: eles não se colocaram diante de Deus para compreender o que havia acontecido e o porquê daquela derrota.
Sempre que Israel perdia as guerras, isso denotava um afastamento da vontade do Senhor. As autoridades e o povo, então, voltavam-se a Deus buscando identificar os seus erros, arrependiam-se, pediam perdão, santificavam-se e retornavam à batalha.

Leia Josué 7-8 e perceba o que aconteceu na batalha de Ai.

Porém, dessa vez, o povo se posicionou de forma diferente. O que se subentende da decisão dos israelitas foi que eles quiseram obrigar Deus a fazer a sua vontade: entrar em uma batalha na qual Ele não pretendia participar.

Ao levar a arca de Deus para o campo de guerra, eles pretendiam dar um xeque-mate em Deus e fazê-Lo servir aos propósitos de seus próprios corações.

Muitas vezes, esse tipo de raciocínio também está presente em nossos corações.
Ao invés de chegarmos ao Senhor orando: "Venha o teu Reino, seja feita a Tua vontade", as nossas orações parecem estar mais ligadas ao estabelecimento do nosso reino e do nosso desejo!

Pensamos que Deus está ouvindo, como um mordomo retratado em filmes americanos, pronto a cumprir os nossos caprichos! E achamos que em meio à nossa apelação, Ele será obrigado a seguir a direção que estamos indicando.

Não caia nessa cilada! Nós precisamos nos submeter ao Senhor e à Sua vontade!

Não somos nós que damos a direção, mas precisamos afinar o ouvido espiritual para entender qual é o caminho para o qual Ele quer nos dirigir.

Isso só é viável para aqueles que vivem um relacionamento profundo com Deus, debaixo da salvação que Jesus Cristo concede e do Seu senhorio.

Clique aqui para ler a segunda parte do texto.


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