Nisso Pensai!

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Às vezes, vivemos a vida cristã mais influenciados pelo desejo de "não errar" do que pela vontade de "acertar".

Parece que buscamos a consciência dos limites que indicam até onde podemos chegar sem fazer algo considerado errado ou mal, mas não nos inteiramos daquilo que é efetivamente desejável de se fazer.

Criamos em nossa mente e conduta uma zona cinzenta, onde nos esforçamos para não mentir, mas ao mesmo tempo não somos totalmente verdadeiros; nos esforçamos para não pecar, mas ao mesmo tempo, não buscamos totalmente a pureza.

A grande realidade é que estamos nos enganando. Essa zona cinzenta que tem lugar em nossa mente não existe na mente de Deus!

O apóstolo Paulo é usado pelo Espírito para indicar aquilo que deve dirigir o nosso pensamento.

"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." (Filipenses 4.8)

Existe muita força no fato dele ter listado aquilo em que devemos pensar, ao invés de listar o que NÃO deve passar em nossa mente.

Jesus não quer ser limitador da nossa vida! Ele veio justamente para que não tivéssemos mais que pensar em como não fazer coisas erradas, mas para abrir o caminho para que pudéssemos dedicar TODA a mente pensando em fazer as coisas certas!

Sem Jesus, nossa mente é cheia de pensamentos enganosos e pecaminosos. Esses pensamentos conduzem a amargura, ressentimento e planos maldosos.

Com Jesus, podemos concentrar a nossa mente em tudo que é verdadeiro, puro e possui virtude.

Concentremos a nossa mente nisto!  Não viva a vida limitando os seus pensamentos com as regras que indicam o que NÃO pode e na prática, testando os limites que te afastam do erro!

Viva o pleno potencial de pensar em tudo que é bom e esse pensamento te conduzirá a uma vida que honra a Deus.

Vivendo sob a Perspectiva da Morte

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"É melhor ir a uma casa onde há luto que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério!"  (Eclesiastes 7.2)

A Palavra diz que devemos levar em consideração a morte. O sábio de Eclesiastes não a olhava como algo ruim. Ele chegou a dizer que melhor é o dia da morte do que o dia do nascimento (Eclesiastes 7.1).

Na verdade, ele nos aconselhava a levar a morte a sério! Não viver como quem busca fugir dessa perspectiva, mas encará-la de frente.
Isso é necessário porque, tendo em vista a perspectiva da morte, passamos a viver de uma outra maneira.

Quem leva em consideração a sua finitude, não tem tempo a desperdiçar; quem encara essa perspectiva, assimila rapidamente que precisa aproveitar todos os momentos e ser intencional em suas atitudes.

Viver com a perspectiva da morte, faz com que o deslumbramento do dinheiro, da fama e das posses perca sentido, visto que tudo isso fica nesta terra e o seu nome logo é esquecido.

A perspectiva da morte nos faz entender que as únicas coisas que permanecem são aquelas que são repartidas.

A perspectiva da morte nos faz refletir sobre a necessidade do equilíbrio e de separar um tempo para aproveitar o hoje, pois o amanhã é incerto.

A perspectiva da morte nos lembra que devemos viver como quem sabe que prestará contas.
Nos faz refletir que não podemos viver como o centro do universo e que existem princípios e valores divinos, os quais devemos reconhecer e humildemente ser regidos.

A perspectiva da morte deve nos levar à submissão a Jesus, o Filho de Deus. Crendo nele, recebemos a promessa de que o 'fechar os olhos' nesta terra é apenas um passo para a vida eterna nos céus!

"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;
E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?"
(João 11.25-26)

Aquele que é a Ressurreição e a Vida te chama para viver sem temer a morte, mas reconhecendo-a e vencendo-a pela fé nEle!

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Não Deixe a Incerteza te Paralisar!

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"Quem observa o vento não plantará; e quem olha para as nuvens não colherá... Plante de manhã a sua semente, e mesmo ao entardecer não deixe as suas mãos ficarem à toa, pois você não sabe o que acontecerá, se esta ou aquela produzirá, ou se as duas serão igualmente boas." (Eclesiastes 11.4;6)

A vida é cercada por inúmeras incertezas. De fato, não dá para saber se voltaremos para casa no fim do dia ou se acordaremos amanhã. O emprego que parece seguro pode estar por um fio, sem que você note. Os relacionamentos são tantas vezes instáveis.

Apesar de encararmos alguns aspectos da vida como fortalezas, a realidade é que
tudo ao nosso redor parece ser de substância frágil, obedecendo a um equilíbrio milimétrico, que pode ruir como um efeito dominó.

Contudo, esse grau de nebulosidade que cerca o futuro não pode nos paralisar!

Levando em conta as possibilidades de infortúnios que podem ocorrer, nos cercamos de precauções exacerbadas e demoramos a agir. Às vezes, assumimos a perspectiva do pior e ficamos paralisados.

Escolhemos a opção da inação e não percebemos que desse modo, perdemos a oportunidade de semear e futuramente, não desfrutaremos da colheita que tanto esperávamos.

Muitos afirmam que não agindo, estão sendo prudentes.
No entanto, prudência e inação são comportamentos totalmente diferentes!

A vida, em seus mais diversos desafios, exige que tomemos alguns riscos! Você não achará nada que traga um grande retorno sem um esforço semelhante.

Eclesiastes 11.6 nos orienta a abrir diferentes possibilidades, perante um cenário de risco! Semeie mais que uma semente! Invista em diferentes frentes!

Desse modo, você poderá ter opções no futuro, caso algo dê errado. Se, por outro lado, as duas sementes produzirem fruto, você será um bem-aventurado!

Esse é o comportamento prudente que devemos ter e ele não se refere somente a algo financeiro, mas deve ser aplicado em todas as esferas da nossa vida!

Somos orientados por Deus a esforçar as mãos e semear incessantemente, a despeito das tempestades que pareçam surgir no horizonte.

Em qualquer área da vida, esperar "céu de brigadeiro" para começar a agir, é ilusão! Não permita que más perspectivas te paralisem! Arregace as mangas, peça a ajuda de Deus e comece a agir com aquilo que está à tua mão para fazer!

O Poder da Compaixão

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A melhor maneira de promover um arrependimento pode não ser uma pregação exaltando todas as falhas e defeitos das pessoas em questão.

Talvez a melhor maneira para promover arrependimento seja arrepender-se junto!

Foi isso que Esdras fez ao ver o pecado de muitos do seu povo, que se uniram com mulheres estrangeiras. A ordem de Deus era que eles não se misturassem com os outros povos da terra, por conta dos deuses estranhos que as outras nações adoravam, mas muitos dos exilados acabaram por fazer isso, inclusive alguns dos sacerdotes.

Esdras ficou indignado com aquela situação. Mas, ao invés de sair passando um sermão a todo o povo, ele rasgou suas vestes e começou a clamar a Deus por perdão e misericórdia para todos (Esdras 9).

A Palavra diz que:

"Enquanto Esdras estava orando e confessando, chorando prostrado diante do templo de Deus, uma grande multidão de israelitas, homens, mulheres e crianças, reuniram-se em volta dele. Eles também choravam amargamente" (Esdras 10.1).

Aquele povo sentiu o peso de seu pecado a partir da oração de arrependimento de Esdras. Mas perceba: Esdras não havia cometido aquele pecado diretamente! Porém, ele estava chorando e clamando a Deus pela maldade de seu povo, como se fora ele mesmo a cometer tal pecado!

Impactado por essa posição, o povo se arrependeu e tomou a dura decisão de consertar aquele erro. Houve o entendimento da necessidade de mudar de rota e andar de outro modo, por conta da postura piedosa de um homem.

Um homem que pelo seu conhecimento da Palavra e retidão, poderia sair pregando e indicando a todos o erro, mas que teve 'consciência de povo' e entendeu que também precisava se arrepender e clamar ao Senhor.

Talvez estejamos tentando levar pessoas ao arrependimento jogando as falhas em seus rostos.

Porém, Deus quer chamar a nossa atenção para o poder da compaixão.

Reconhecendo quem somos em Cristo Jesus, não deveria haver espaço em nossos corações para outro sentimento!

Mas acabamos por nos comportar como o homem daquela parábola, que mesmo sendo perdoado pelo rei de uma dívida impagável, não conseguiu exercer a mesma misericórdia para com o seu próximo e sofreu dura consequência por causa disso (Veja Mateus 18.23-35).

É importante ressaltar que ser compassivo não é acomodar-se com o pecado, achá-lo normal ou algo do gênero.

A postura compassiva nos leva a reconhecer o pecado, mas não manter uma postura de acusação e segregação do pecador, como se em nossa vida, fôssemos seres santos por nós mesmos.

Pelo contrário, o compassivo olha para o pecador e reconhece no outro a si mesmo, carente do perdão de Deus e necessitado da ação do Espírito para viver uma vida santificada.

Permitamos ao Senhor exercer compaixão através de nós e seremos surpreendidos com os resultados que o Espírito produzirá!

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