Não Deixe a Incerteza te Paralisar!

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"Quem observa o vento não plantará; e quem olha para as nuvens não colherá... Plante de manhã a sua semente, e mesmo ao entardecer não deixe as suas mãos ficarem à toa, pois você não sabe o que acontecerá, se esta ou aquela produzirá, ou se as duas serão igualmente boas." (Eclesiastes 11.4;6)

A vida é cercada por inúmeras incertezas. De fato, não dá para saber se voltaremos para casa no fim do dia ou se acordaremos amanhã. O emprego que parece seguro pode estar por um fio, sem que você note. Os relacionamentos são tantas vezes instáveis.

Apesar de encararmos alguns aspectos da vida como fortalezas, a realidade é que
tudo ao nosso redor parece ser de substância frágil, obedecendo a um equilíbrio milimétrico, que pode ruir como um efeito dominó.

Contudo, esse grau de nebulosidade que cerca o futuro não pode nos paralisar!

Levando em conta as possibilidades de infortúnios que podem ocorrer, nos cercamos de precauções exacerbadas e demoramos a agir. Às vezes, assumimos a perspectiva do pior e ficamos paralisados.

Escolhemos a opção da inação e não percebemos que desse modo, perdemos a oportunidade de semear e futuramente, não desfrutaremos da colheita que tanto esperávamos.

Muitos afirmam que não agindo, estão sendo prudentes.
No entanto, prudência e inação são comportamentos totalmente diferentes!

A vida, em seus mais diversos desafios, exige que tomemos alguns riscos! Você não achará nada que traga um grande retorno sem um esforço semelhante.

Eclesiastes 11.6 nos orienta a abrir diferentes possibilidades, perante um cenário de risco! Semeie mais que uma semente! Invista em diferentes frentes!

Desse modo, você poderá ter opções no futuro, caso algo dê errado. Se, por outro lado, as duas sementes produzirem fruto, você será um bem-aventurado!

Esse é o comportamento prudente que devemos ter e ele não se refere somente a algo financeiro, mas deve ser aplicado em todas as esferas da nossa vida!

Somos orientados por Deus a esforçar as mãos e semear incessantemente, a despeito das tempestades que pareçam surgir no horizonte.

Em qualquer área da vida, esperar "céu de brigadeiro" para começar a agir, é ilusão! Não permita que más perspectivas te paralisem! Arregace as mangas, peça a ajuda de Deus e comece a agir com aquilo que está à tua mão para fazer!

O Poder da Compaixão

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A melhor maneira de promover um arrependimento pode não ser uma pregação exaltando todas as falhas e defeitos das pessoas em questão.

Talvez a melhor maneira para promover arrependimento seja arrepender-se junto!

Foi isso que Esdras fez ao ver o pecado de muitos do seu povo, que se uniram com mulheres estrangeiras. A ordem de Deus era que eles não se misturassem com os outros povos da terra, por conta dos deuses estranhos que as outras nações adoravam, mas muitos dos exilados acabaram por fazer isso, inclusive alguns dos sacerdotes.

Esdras ficou indignado com aquela situação. Mas, ao invés de sair passando um sermão a todo o povo, ele rasgou suas vestes e começou a clamar a Deus por perdão e misericórdia para todos (Esdras 9).

A Palavra diz que:

"Enquanto Esdras estava orando e confessando, chorando prostrado diante do templo de Deus, uma grande multidão de israelitas, homens, mulheres e crianças, reuniram-se em volta dele. Eles também choravam amargamente" (Esdras 10.1).

Aquele povo sentiu o peso de seu pecado a partir da oração de arrependimento de Esdras. Mas perceba: Esdras não havia cometido aquele pecado diretamente! Porém, ele estava chorando e clamando a Deus pela maldade de seu povo, como se fora ele mesmo a cometer tal pecado!

Impactado por essa posição, o povo se arrependeu e tomou a dura decisão de consertar aquele erro. Houve o entendimento da necessidade de mudar de rota e andar de outro modo, por conta da postura piedosa de um homem.

Um homem que pelo seu conhecimento da Palavra e retidão, poderia sair pregando e indicando a todos o erro, mas que teve 'consciência de povo' e entendeu que também precisava se arrepender e clamar ao Senhor.

Talvez estejamos tentando levar pessoas ao arrependimento jogando as falhas em seus rostos.

Porém, Deus quer chamar a nossa atenção para o poder da compaixão.

Reconhecendo quem somos em Cristo Jesus, não deveria haver espaço em nossos corações para outro sentimento!

Mas acabamos por nos comportar como o homem daquela parábola, que mesmo sendo perdoado pelo rei de uma dívida impagável, não conseguiu exercer a mesma misericórdia para com o seu próximo e sofreu dura consequência por causa disso (Veja Mateus 18.23-35).

É importante ressaltar que ser compassivo não é acomodar-se com o pecado, achá-lo normal ou algo do gênero.

A postura compassiva nos leva a reconhecer o pecado, mas não manter uma postura de acusação e segregação do pecador, como se em nossa vida, fôssemos seres santos por nós mesmos.

Pelo contrário, o compassivo olha para o pecador e reconhece no outro a si mesmo, carente do perdão de Deus e necessitado da ação do Espírito para viver uma vida santificada.

Permitamos ao Senhor exercer compaixão através de nós e seremos surpreendidos com os resultados que o Espírito produzirá!

Não Há Mais Condenação!

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"Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo." (Romanos 7.18-19).

Enfrentamos diariamente a luta contra o pecado. Esse dilema é perturbador, porque temos o desejo de agradar a Deus, mas muitas vezes nos encontramos fazendo o inverso!

Essa guerra entre a vontade do nosso espírito (que é seguir a Deus) contra a vontade da carne (que é seguir seus próprios desejos), é algo que enfrentaremos constantemente.

Porém, graças a Deus pela morte e ressurreição de Jesus! Nela, somos transportados para uma nova realidade, que nos dá vitória sobre o pecado e capacita para um outro tipo de atitude!

Quando reconhecemos o sacrifício de Jesus e nos submetemos a Ele, somos libertos da lei do pecado e começamos a viver debaixo da lei do espírito de vida!

Essa nova lei traz consigo várias diferenças!

A primeira delas é que já não há mais condenação para os que estão em Cristo Jesus!
Isso significa que Jesus pagou todo o preço de nossas dívidas (pecados) segundo a antiga lei e nos libertou para um novo tipo de vida!

"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;
Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito."  (Romanos 8.1-4)

Debaixo dessa nova lei, estamos debaixo de um outro tipo de mentalidade e não vivemos mais sob o domínio dos desejos da carne!

Longe de Cristo, nossas atitudes teimam a nos afastar do Senhor. Somos conduzidos por nossos maus desejos que nos distanciam dos propósitos de Deus.

Mas agora, quando reconhecemos Jesus como nosso Senhor e Salvador, a nossa carne "morre" juntamente com Cristo e o nosso espírito está vivo para andar de acordo com a direção do Pai.

"Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito.
Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.
Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.
Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.
Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça." (Romanos 8.5-10)

Vivendo segundo essa nova lei, temos uma esperança: assim como o Espírito ressuscitou Jesus dos mortos, Ele nos ressuscitará para vivermos um novo tipo de vida! Não uma vida baseada nos desejos de nossa velha carne, mas agora vivendo pelo Espírito, matando os desejos pecaminosos de nosso corpo! Vivendo como verdadeiros filhos de Deus!

"E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.
De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne.
Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.
Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus." 
(Romanos 8.11-14)

Na luta contra a carne, temos vitória através de Jesus! Não somos mais presos a uma vida de pecado. Jesus pagou o preço pelos nossos erros, nos trouxe para uma nova lei e nos capacita a viver segundo a Sua vontade!

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Tenham Cuidado!

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"Tenham cuidado, para que os seus corações não fiquem carregados de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente." (Lucas 21.34)

Jesus lança esse alerta após predizer os sinais da sua volta.
Apesar disso, esse texto parece ter sido escrito cuidadosamente para pessoas como nós, nos dias atuais.

O nosso coração tem andado sobrecarregado. De tal forma que a volta de Cristo é uma esperança sobre a qual cada vez menos falamos.

Aqueles que creem em Cristo sabem que essa esperança é tempo de alegria para os que o consideram Salvador e Senhor, mas tempo de juízo para os que não andam em Seus caminhos.
E sabemos bem que andar nos caminhos de Jesus é mais do que frequentar a igreja em um final de semana; é uma decisão de submissão, de obediência a Deus e consequente renúncia às próprias vontades.

Como vivemos tempos de muita religiosidade e pouca santidade, tempos onde a 'bebedeira' e a 'libertinagem' correm soltas, inclusive no meio daqueles que deveriam estar se submetendo ao Espírito Santo, a pregação da esperança de Sua volta é cada vez mais relegada ao esquecimento.

Isso acontece para que a 'sensível' consciência das pessoas não seja ferida nem se sinta inadequada, com uma mensagem de real conversão.

Como a volta de Cristo é secundária e santidade não é um tema que chama muito a atenção das massas, passamos a transformar a fé cristã em uma resposta às ansiedades da vida.

E ela realmente é isso! Em Jesus, aprendemos o contentamento, aprendemos sobre os perigos da riqueza e do apego aos bens materiais, aprendemos sobre a soberania de Deus, que tem todos os nossos cabelos devidamente contados. O verdadeiro Evangelho é um extintor para as ansiedades da vida!

Mas, por vezes, utilizamos erradamente o Evangelho como um combustível para estas ansiedades, alimentando-as com palavras fora de contexto, querendo forçar Deus a se comprometer com coisas que Ele não disse nem prometeu.

Vivemos tempos de muita barganha e pouco relacionamento com Deus; tempos onde implicitamente oramos: "Venha o MEU Reino, seja feita a MINHA vontade". E diante da possibilidade de obter a nossa própria glória, os nossos olhos ficam fixos em cada aspecto deste lugar, perdendo de vista a esperança da volta gloriosa do Senhor, ou então torcendo para que ela leve mais um tempinho, afinal, nosso projeto de realização plena está prestes a se realizar!

Miseráveis somos nós! Tenhamos cuidado! Porque Ele virá inesperadamente, especialmente para aqueles que não atentam à Sua vinda!

Que o nosso clamor seja Maranata, ora vem Senhor Jesus (Apocalipse 22.20) e que os nossos esforços sejam a fim de "apressar" a Sua volta!

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