Chama Acesa

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Rascunhos

No interior, a chama acesa
Faz gritar:
Ao Seu dispor,
Estamos ao Seu dispor

A força dEle
É intensa vida
E nos leva a declarar:
Há saída, nEle há uma saída

Sim, queremos no caminho
Dele andar
Com alegria,
A mais linda Verdade partilhar

Faremos em qualquer lugar
Um trono de adoração
Porque o Rei dos Reis
Mora em nosso coração

Não existem paredes
Ou muros a nos segurar
Aquele que ninguém é capaz de deter
Nos faz avançar

O seu amor será cantado
Em alta voz
Em honra a tudo aquilo
Que fizeste a nós

A sua imagem será revelada
Em cada ação
Por onde andarmos,
Jesus, Seu nome, conhecerão

Deus Nunca Chega Atrasado

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Em Atos 12, Pedro foi preso por pregar o Evangelho de Jesus.
Era guardado por quatro escoltas de quatro soldados cada uma, para não ter a mínima chance de fugir.
Herodes pretendia levá-lo a julgamento público depois da Páscoa e isso era praticamente sinônimo de morte, pois as autoridades e o povo eram atiçados pelos fariseus contra os cristãos. Era um momento de grande perseguição a todos que diziam seguir a Cristo.

A igreja orava intensamente por Pedro e pedia a Deus que este fosse libertado.
Na noite anterior ao seu julgamento, Pedro dormia rodeado por muitos guardas.

De repente, um anjo do Senhor apareceu na cela. As algemas que prendiam Pedro caíram, o anjo o orientou a se vestir e andar, as portas da prisão foram se abrindo e nenhum guarda reagia. Tal impressionante era a cena que Pedro pensou estar sonhando!

Porém, quando ele 'acordou', estava na rua!
Correu até o local onde a igreja estava reunida, bateu na porta e foi recebido pela serva com tamanha surpresa, que esta nem abriu a porta; saiu correndo na ansiedade de contar aos irmãos sobre quem havia chegado.

Os irmãos, ao ouvirem seu recado, nem acreditaram! Apesar de estarem orando por isso, parecia que esperavam acontecer outra coisa! Só depois de Pedro bater a porta com mais insistência, permitiram que entrasse e ficaram perplexos com sua chegada.

Essa situação curiosa envolvendo o sobrenatural livramento de Pedro e os irmãos em oração, lembra muito certas posturas que temos diante do Senhor!

A gente ora e pede a intervenção de Deus, mas esperamos que Ele proceda do nosso jeito! Queremos que o Senhor 'mova as águas', porém o resultado precisa ser do modo que planejamos.
Até existe fé, mas a visão limitada só permite que enxerguemos as saídas humanas, quando conosco temos um Deus sobrenatural!
Ficamos ansiosos, pois o tempo limite está chegando e parece que nada está acontecendo; só que seguimos um Deus que não chega atrasado.
Às vezes, o que Deus faz é tão inesperado que nos lembra um sonho. Mas quando "acordamos", percebemos que fomos alvo da imerecida graça do Senhor.

Em "tempos instantâneos", onde a mínima demora parece uma eternidade, aprendamos a nos deleitar na exatidão do tempo de Deus.
Em tempos onde mais vale a minha vontade, o meu jeito de fazer e acontecer, aprendamos a orar "seja feita a Tua vontade, assim na terra como nos céus".
Em tempos de tanto ceticismo, aprendamos a guardar a fé como uma chama preciosa em nosso coração.
Em tempos de tamanha indiferença, aprendamos a valorizar as 'surpresas' de bondade e graça que Deus nos concede todos os dias.

Um Coração Arrependido e Quebrantado

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Rascunhos

João 4.1-30;39-42

Tem coisas na vida que não há como voltar atrás.
Parece que num piscar de olhos, tudo aconteceu e na primeira vez, o mundo aparentemente ruiu.
Mas, depois aconteceu de novo, de novo, mais uma vez e outra...
Para você, isso pode ser a descrição de alguma área da vida, talvez financeira, profissional, relacional...
Para ela, o retrato da vida emocional.

Os cinco maridos e o companheiro que convive agora são situações que aconteceram.
Certas atitudes tomadas que não são passíveis de voltar atrás e consertar.
Fica só a vontade de ter feito diferente!
Às vezes, muitas vezes, as consequências são pagas em desprezo, preconceito, remorso...
As feridas emocionais ficam por aí...

Até que um dia, ao buscar água como corriqueiramente, encontramos o Salvador do Mundo!
Ou então, acessamos a Internet, visitamos a igreja, conversamos com um amigo;
Ou mesmo sozinhos, escondidos de todos no quarto, lendo a Bíblia ou pensando na vida,
Ele vem e se coloca diante de nós,
Do jeito calmo e suave que só Ele tem.

Na presença de alguém assim, muitos tentariam mostrar o melhor de si.
Eu seria assim, talvez você também!
Mas ela, não. Ela só disse a verdade. Havia humildade.
E à medida que conversava com Ele, algo brotava em seu coração.
Uma fé de que aquele simples homem era o Cristo.

Essa fé abriu os olhos dela para uma saída; a partir dali, havia nela algo que podemos chamar de 'novidade de vida'
Essa nova força a levou em disparada até a cidade, para contar ao seu povo sobre alguém diferente que passava por ali.
Jesus nunca pediu a ela um bom currículo, um passado integro ou pelo menos, o esforço social de mostrar o melhor de si.
Mas aquilo que Ele precisava, ela tinha: fé e humildade, um coração arrependido e quebrantado.
Que em nós, esse mesmo coração seja encontrado!

Amar, como Jesus nos amou!

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Em seus últimos momentos, Jesus dirigiu aos seus discípulos um novo mandamento: que estes amassem o próximo, assim como Ele os amou!

"Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros".
(João 13.34-35)

Um pouco antes, Jesus havia reforçado o princípio de que os dois principais mandamentos eram: Amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo, sendo a segunda parte deste principio muito semelhante ao "novo mandamento" que Ele mencionava.

Por que Ele dizia algo semelhante, porém afirmando ser um novo mandamento?

Na verdade, essa pequena mudança que Jesus realiza na estrutura do mandamento, altera drasticamente o propósito do princípio.

Anteriormente, cada pessoa era parâmetro para o mandamento. Certamente, amar os outros como a si mesmo já é um exercício que traz consigo dificuldades, mas sempre é limitado por aquilo que estamos dispostos a fazer para o nosso próprio bem.

Mas Jesus nos orienta a ir além, quando estabelece que devemos amar o próximo como Ele nos amou.

Jesus torna-se o modelo de amor a ser seguido e como o amor dele pode ser definido?

Jesus amou os seus até o fim!

"Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim."
(João 13.1)

Podemos compreender esse "amar até o fim" por duas óticas diferentes: amou até o fim extensivamente, por toda a sua vida de 33 anos ou por todo o seu ministério de 3 anos e isso é uma verdade; como existe também uma perspectiva intensiva: Jesus amou até o fim, entregando toda a sua vida por conta deste amor, assumindo as últimas consequências para promover aos Seus um novo caminho, um amor chamado de ágape, "sacrificial".

Quando olhamos pela ótica do novo mandamento de Jesus, o nosso amor pelo próximo é elevado a uma nova perspectiva, onde a demanda do outro ganha mais importância que a minha.

E o Senhor fala que seremos reconhecidos como seus discípulos ao amarmos desse modo, pois um amor como esse não pode ser confundido!

Que Deus nos dê misericórdia para alcançar esta estatura de amor que Ele deseja para nós.
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