"Josafá tinha grande riqueza e honra, e aliou-se a Acabe mediante casamento...Então o rei de Israel e Josafá, rei de Judá, foram atacar Ramote-Gileade. E o rei de Israel disse a Josafá: "Entrarei disfarçado em combate, mas tu, usa as tuas vestes reais". O rei de Israel disfarçou-se, e ambos foram para o combate. O rei da Síria havia ordenado a seus chefes dos carros de guerra: "Não lutem contra ninguém, seja soldado seja oficial, senão contra o rei de Israel". Quando os chefes dos carros viram Josafá, pensaram: "É o rei de Israel", e o cercaram para atacá-lo, mas Josafá clamou, e o Senhor o ajudou. Deus os afastou dele, pois, quando os comandantes dos carros viram que não era o rei de Israel, deixaram de persegui-lo."
(2 Crônicas 18.1;28-32)
Josafá, rei de Judá era um homem que temia a Deus, mas se aliou com Acabe, ímpio rei de Israel. Como era costume na época, casou-se com a filha de Acabe para sacramentar a aliança, e, de repente, passou a fazer parte de uma das famílias reais mais malignas da história do povo hebraico.
Como era de se esperar, teve que assumir compromissos junto à sua nova família e viu-se enredado na iniciativa de guerra que seu sogro lhe propôs, lutando contra o povo de Ramote-Gileade. Antes de irem à guerra, Josafá insistiu que consultassem ao Senhor e, a princípio, os reis receberam palavras animadoras dos "profetas": vão à guerra e terão vitória!
Mas, o rei Josafá estava incomodado. Apesar das muitas palavras de vitória, ele pergunta ao rei Acabe se havia mais algum profeta a consultar (v.6). Coincidentemente, faltava mais um profeta,
que Acabe não gostava muito, pois sempre falava aquilo que vinha do Senhor...Quando esse profeta é chamado, deixa claro que aquela guerra era a declaração de morte do rei Acabe: ele morreria no campo de batalha.
Mesmo ouvindo essa palavra, Josafá topa ir à guerra. Chegando no campo de batalha, as coisas pioram ainda mais: com medo, seu sogro decide ir disfarçado, mas ele deveria seguir com as vestes reais, transformando - se num alvo fácil.
Essa decisão quase o condena à morte, não fosse a misericórdia do Senhor: ele foi atacado pelos sírios, mas esses, quando perceberam que não era o rei de Israel, deixaram de persegui-lo.
Decisões impensadas e alianças fora dos propósitos de Deus podem trazer consequências desastrosas para as nossas vidas. E sabe o que é pior? Certas situações para as quais abrimos portas em nossa geração, tornam-se cilada para as gerações posteriores!
A relação que Josafá criou com a ímpia família de Acabe gerou algum prejuízo para ele, mas nada comparável com a destruição causada na geração de seus filhos e netos, com consequências para todo o povo de Judá.
Seu filho e sucessor Jeorão também casou com uma filha de Acabe, tendo aquele contexto ímpio como exemplo. E a Bíblia diz o seguinte a respeito dele:
"Andou nos caminhos dos reis de Israel, como a família de Acabe havia feito, pois se casou com uma filha de Acabe. E fez o que o Senhor reprova." (2 Crônicas 21.6)
Jeorão acabou por matar seus irmãos para consolidar seu trono e estabeleceu altares idólatras em honra a outros deuses. Ele reinou por pouco tempo e depois foi sucedido por seu filho Acazias, que também devido à relação com a família de Acabe, acabou morto (veja 2 Crõnicas 22.7;9)
Portanto, tome cuidado com as portas que suas decisões abrem e as alianças nas quais você se envolve, pois isso será benção ou maldição para sua vida e certamente afetará as próximas gerações.
Peça direção e sabedoria ao Senhor, a fim de andar sempre no propósito dEle para a sua vida!
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Como você lê o Momento que te cerca?
2 Crônicas 10
Logo após a morte do rei Salomão, o povo de Israel procurou pelo rei Roboão, filho de Salomão e recém conduzido ao trono, para entender como se dariam as exigências de trabalho e de pagamento de impostos durante o seu reinado (v. 2-4).
Salomão havia sido um rei muito sábio, mas seus empreendimentos exigiram do povo grande esforço físico e financeiro, levando os israelitas à uma exaustão.
Após ouvir os questionamentos e antes de respondê-los, Roboão procurou conselho entre os sábios idosos, que acompanharam o reinado de seu pai, e os jovens, seus amigos (v. 5-11).
Roboão não ouviu os conselheiros mais velhos, que o aconselharam a diminuir a carga do povo. Ele preferiu o conselho dos jovens, que o orientaram a passar uma imagem de alguém que seria ainda mais duro e exigente que seu pai.
"...Meu pai lhes tornou pesado o jugo; eu o tornarei ainda mais pesado. Meu pai os castigou com simples chicotes; eu os castigarei com chicotes pontiagudos".
(2 Crônicas 10.14)
Diante desse cenário de tamanha incompreensão por parte do rei, o povo de Israel se rebelou contra a dura condição a qual estava submetido.
Em seguida, o reino fragmentou-se: dez tribos seguiram a Jeroboão, enquanto Judá ficou sob o reinado de Roboão, o rei insensato.
Como você tem lido os "momentos" que te cercam?
Às vezes, em variados aspectos da vida, pessoas e situações ao nosso redor estão implorando por uma mudança de postura da nossa parte. A família pede mais atenção; o trabalho pede nova capacitação; o relacionamento com Deus, mais intensidade...
Condições que berram aos ouvidos, pulam diante dos olhos, mas nós não temos dado atenção a esses fatos! Ao invés de ouvir os conselheiros sábios, temos escutado opiniões que não acrescentam; pelo contrário, levarão aquilo que está em nossas mãos a fragmentar-se.
Por vezes, precisamos saber ler o "momento" que nos envolve e perceber que seguir com o mesmo comportamento de outrora não é coerência, é tolice!
Reconsiderar, abrir mão da razão, doar-se mais, fazer renovado esforço, pedir perdão são atitudes sobre as quais não podemos ser orgulhosos, ainda mais se o "momento" nos pede para agir desse modo.
Sejamos mais sábios do que Roboão para não sofrermos as mesmas consequências que ele sofreu.
Cerque-se de conselheiros sábios (não importa a idade!), peça discernimento do Espírito para entender o "momento" ao seu redor e a inteligência para agir de modo correto!
Logo após a morte do rei Salomão, o povo de Israel procurou pelo rei Roboão, filho de Salomão e recém conduzido ao trono, para entender como se dariam as exigências de trabalho e de pagamento de impostos durante o seu reinado (v. 2-4).
Salomão havia sido um rei muito sábio, mas seus empreendimentos exigiram do povo grande esforço físico e financeiro, levando os israelitas à uma exaustão.
Após ouvir os questionamentos e antes de respondê-los, Roboão procurou conselho entre os sábios idosos, que acompanharam o reinado de seu pai, e os jovens, seus amigos (v. 5-11).
Roboão não ouviu os conselheiros mais velhos, que o aconselharam a diminuir a carga do povo. Ele preferiu o conselho dos jovens, que o orientaram a passar uma imagem de alguém que seria ainda mais duro e exigente que seu pai.
"...Meu pai lhes tornou pesado o jugo; eu o tornarei ainda mais pesado. Meu pai os castigou com simples chicotes; eu os castigarei com chicotes pontiagudos".
(2 Crônicas 10.14)
Diante desse cenário de tamanha incompreensão por parte do rei, o povo de Israel se rebelou contra a dura condição a qual estava submetido.
Em seguida, o reino fragmentou-se: dez tribos seguiram a Jeroboão, enquanto Judá ficou sob o reinado de Roboão, o rei insensato.
Como você tem lido os "momentos" que te cercam?
Às vezes, em variados aspectos da vida, pessoas e situações ao nosso redor estão implorando por uma mudança de postura da nossa parte. A família pede mais atenção; o trabalho pede nova capacitação; o relacionamento com Deus, mais intensidade...
Condições que berram aos ouvidos, pulam diante dos olhos, mas nós não temos dado atenção a esses fatos! Ao invés de ouvir os conselheiros sábios, temos escutado opiniões que não acrescentam; pelo contrário, levarão aquilo que está em nossas mãos a fragmentar-se.
Por vezes, precisamos saber ler o "momento" que nos envolve e perceber que seguir com o mesmo comportamento de outrora não é coerência, é tolice!
Reconsiderar, abrir mão da razão, doar-se mais, fazer renovado esforço, pedir perdão são atitudes sobre as quais não podemos ser orgulhosos, ainda mais se o "momento" nos pede para agir desse modo.
Sejamos mais sábios do que Roboão para não sofrermos as mesmas consequências que ele sofreu.
Cerque-se de conselheiros sábios (não importa a idade!), peça discernimento do Espírito para entender o "momento" ao seu redor e a inteligência para agir de modo correto!
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